CULTURA

    Alunos com autismo celebram Dia das Crianças no Parque do Rio Branco

    Estudantes atendidos pelo Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (CETEA) participaram de uma manhã recreativa na Selvinha Amazônica, em Boa Vista, como parte das comemorações do Dia das Crianças.

    REDAÇÃO08 de outubro de 20262 min de leitura
    Crianças com autismo brincam na Selvinha Amazônica durante evento de inclusão em Boa Vista
    Reprodução: Prefeitura de Boa Vista (SEMUC)

    Em celebração ao Dia das Crianças, comemorado oficialmente em 12 de outubro, o Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (CETEA) da Rede Municipal de Ensino de Boa Vista promoveu, na última quinta-feira (8), uma manhã de atividades recreativas na Selvinha Amazônica, localizada no Parque do Rio Branco.

    Integração e inclusão social

    A ação buscou oferecer um ambiente de acolhimento e interação para alunos e seus familiares. Durante o evento, as crianças tiveram acesso integral à estrutura da Selvinha, incluindo as áreas seca e molhada. Além da recreação, foram oferecidas oficinas e lanches, como cachorro-quente, algodão doce e picolés.

    Famílias acompanham atividades recreativas de crianças atendidas pelo CETEA no Parque do Rio Branco
    Reprodução: Prefeitura de Boa Vista (SEMUC)

    Segundo a diretora do CETEA, Sandra Nobre, a iniciativa é fundamental para o desenvolvimento social dos estudantes. "Muitas das nossas crianças têm dificuldade de interação. No atendimento individualizado, elas ficam muito tranquilas, mas um momento como esse proporciona uma oportunidade diferente, de convivência com outras crianças e com as próprias famílias", explicou.

    Relatos de evolução e desenvolvimento

    Pais e responsáveis destacaram que a iniciativa reforça a importância das terapias oferecidas pelo centro municipal. Jennifer Cavalcante, mãe de Luan, de 6 anos, relata avanços significativos após três anos de acompanhamento. "Com apenas três meses de atendimento, já percebi uma evolução muito grande. Antes, o Luan não comia e tinha questões relacionadas à agressividade. Hoje ele já fala", afirmou.

    Já Maiko Silva, pai de Miguel, de 8 anos, ressaltou o impacto da socialização no progresso do filho. "Essa interação com outras crianças é muito importante para o desenvolvimento social. É importante ele estar junto e perceber que pertence a uma comunidade. Hoje ele já fala, interage e teve um grande avanço com as terapias", pontuou.

    Estrutura da Selvinha Amazônica recebe alunos do CETEA para celebração do autismo em Boa Vista
    Reprodução: Prefeitura de Boa Vista (SEMUC)

    Sobre o CETEA

    O CETEA é voltado para estudantes da rede municipal de ensino com idades entre 2 e 12 anos. O encaminhamento para o centro é feito pelas escolas municipais após a apresentação de laudo médico. A unidade conta com uma equipe multidisciplinar que utiliza diferentes métodos para trabalhar o desenvolvimento cognitivo e motor dos alunos com autismo em Boa Vista.

    Para mais informações sobre o funcionamento do centro ou sobre como solicitar o acompanhamento especializado, os pais ou responsáveis devem procurar a direção da escola municipal onde o aluno está matriculado.

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