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    Brasil e EUA criam grupo para relação comercial bilateral

    Representantes de Brasília e Washington estabelecem canal direto para negociar a redução de tarifas adicionais e destravar exportações brasileiras.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL30 de setembro de 2026
    Autoridades brasileiras e americanas discutem a relação comercial Brasil e Estados Unidos em reunião oficial no G20.
    Reprodução: Agência Brasil

    Nesta quarta-feira (30), os governos do Brasil e dos Estados Unidos oficializaram a criação de um grupo de trabalho permanente para reestruturar a relação comercial Brasil e Estados Unidos. O anúncio ocorreu após uma reunião estratégica em Milwaukee, Wisconsin, envolvendo os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços - Mdic) com o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer.

    O encontro aconteceu paralelamente à reunião de ministros do Comércio do G20. A iniciativa busca estabelecer um canal diplomático técnico para tratar do chamado "tarifaço" — as sobretaxas impostas por Washington que afetam diretamente a competitividade de produtos nacionais no mercado norte-americano. O governo dos EUA se comprometeu a enviar, nas próximas semanas, um documento detalhando o escopo das negociações, que incluirá tanto barreiras tarifárias quanto não tarifárias.

    Como funcionará o grupo de trabalho Brasil e Estados Unidos?

    A criação deste grupo de trabalho Brasil e Estados Unidos é vista como um movimento defensivo e proativo da diplomacia brasileira. O objetivo central é avaliar soluções técnicas para remover obstáculos que impedem o fluxo pleno de mercadorias. Segundo o Mdic, o governo brasileiro reafirmou sua disposição para o diálogo, priorizando a defesa dos interesses dos setores produtivos nacionais e a ampliação de oportunidades de exportação.

    Para o empresariado e investidores, a estabilidade na negociação comercial Brasil EUA é fundamental. O grupo servirá como uma mesa de negociação contínua, evitando que novas medidas protecionistas sejam tomadas sem aviso prévio e permitindo que o Brasil conteste as tarifas atuais com base em dados técnicos de produtividade e conformidade internacional.

    Entenda o impacto das exportações brasileiras sobretaxadas

    O cenário que motivou a urgência deste grupo é complexo. Atualmente, o Brasil enfrenta o impacto do tarifaço na economia brasileira decorrente de duas frentes principais anunciadas pelos EUA em julho de 2026:

    • Seção 301: Uma tarifa adicional de 25% sobre produtos específicos da indústria brasileira.
    • Política de Trabalho Forçado: Sobretaxas que variam entre 10% e 12,5% para países enquadrados em novos critérios de fiscalização trabalhista de Washington.

    Essas tarifas de importação EUA 2026 atingem parcelas significativas da pauta exportadora do Brasil. Embora Roraima tenha o foco comercial voltado ao Caribe e Guianas, a saúde das exportações nacionais reflete diretamente no equilíbrio fiscal e na atração de investimentos para infraestrutura logística em todo o país, incluindo o Arco Norte.

    Próximos passos da negociação comercial Brasil EUA

    A reunião presencial em Milwaukee é o desdobramento de um processo iniciado em 21 de agosto, quando os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump conversaram por telefone sobre a necessidade de destravar a agenda bilateral. Dez dias após o contato presidencial, equipes técnicas já haviam realizado uma reunião virtual preparatória.

    O próximo marco será a análise da proposta norte-americana para definir quais setores entrarão na mesa de negociação prioritária. O governo brasileiro espera que a exportações brasileiras sobretaxadas recebam isenções ou reduções graduais à medida que o Brasil comprove o cumprimento de normas internacionais de comércio e sustentabilidade.

    A expectativa é que o novo grupo de trabalho apresente os primeiros resultados práticos antes do encerramento da cúpula de líderes do G20. Para o setor produtivo, a sinalização de um diálogo construtivo reduz a incerteza cambial e incentiva o planejamento de longo prazo para vendas externas.

    Para acompanhar os dados consolidados das exportações brasileiras e o desempenho da balança comercial por estado, o cidadão pode acessar o portal Comex Stat, mantido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

    Fonte: Agência Brasil · publicado originalmente em 30/09/2026 às 14:32 (horário de Boa Vista).

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