POLÍTICA

    Campanhas presidenciais usam grupos de WhatsApp para mobilização

    Candidatos à presidência reforçam o uso de grupos de WhatsApp para distribuir material de campanha e mobilizar seguidores nesta reta final de segundo turno.

    REDAÇÃO08 de outubro de 20262 min de leitura
    Smartphone exibindo interface de grupo de WhatsApp sobre mobilização digital nas campanhas presidenciais
    foto: Vittor Sales/Divulgação

    Mobilização digital ganha força no segundo turno

    As campanhas presidenciais intensificaram nesta quinta-feira (8) o uso de grupos de WhatsApp como ferramenta central de mobilização digital. A estratégia busca descentralizar a distribuição de conteúdo e garantir que apoiadores compartilhem materiais de campanha diretamente em suas redes de contatos.

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou a divulgação do canal “Tropa do Flávio”, destinado a distribuir peças publicitárias de Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeo, o parlamentar convocou seguidores para a plataforma, destacando a importância do compartilhamento direto pelo aplicativo.

    Estratégia de grupos de WhatsApp nas eleições

    A iniciativa segue um modelo que tem ganhado volume nas últimas semanas. O deputado André Janones (Rede-MG) consolidou o canal “Exército do Lula” como uma central de mobilização para a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo dados recentes, o espaço de Janones ultrapassou a marca de 2 milhões de integrantes, atingindo cerca de 2,4 milhões de pessoas nesta quinta-feira.

    Enquanto a estrutura de mobilização em torno da campanha petista já opera com escala massiva, o canal “Tropa do Flávio” contava com aproximadamente 250 mil seguidores no momento do anúncio. O uso dessas ferramentas reflete a mudança no comportamento do eleitorado, que tem buscado informações em grupos fechados e canais de transmissão, fugindo do algoritmo das redes sociais abertas.

    O impacto da comunicação direta

    A utilização de canais de transmissão no WhatsApp permite que as campanhas enviem mensagens diretamente aos dispositivos dos eleitores, superando as limitações de alcance orgânico das plataformas tradicionais. Para o eleitor, a estratégia funciona como uma fonte rápida de acesso a vídeos, artes e textos que podem ser replicados em outros grupos de família, amigos e trabalho.

    O cenário eleitoral de 2024 demonstra que a disputa pela atenção do eleitor não ocorre apenas nos palanques físicos ou na televisão, mas principalmente na palma da mão, através de mensagens instantâneas. A eficácia dessa mobilização digital depende, em grande parte, da capacidade dos coordenadores de campanha em manter o fluxo constante de conteúdo e a fidelidade dos seguidores que atuam como multiplicadores da mensagem oficial.

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