REGIONAL

    Candidato do PL passa por audiência após prisão de Daniel Trindade em Roraima

    Daniel Trindade (PL) foi preso em flagrante pela Polícia Federal sob suspeita de compra de votos e associação criminosa durante a Operação Cunhambebe.

    FONTE: FOLHA BV26 de setembro de 2026
    Daniel Trindade detido em ação da Polícia Federal durante a prisão de Daniel Trindade em Roraima por crime eleitoral.
    Reprodução: Folha BV

    Daniel Trindade (PL), candidato a deputado federal, enfrenta audiência de custódia na manhã deste sábado (26), após sua detenção pela Polícia Federal (PF). A prisão de Daniel Trindade em Roraima ocorreu em flagrante na última sexta-feira (25), motivada por suspeitas de compra de votos e associação criminosa. Após os procedimentos iniciais, o investigado foi transferido para a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), onde aguarda a decisão judicial.

    Entenda a prisão de Daniel Trindade em Roraima e a Operação Cunhambebe

    A ação policial que resultou na prisão faz parte de um desdobramento da Operação Cunhambebe. De acordo com informações da Folha BV, o candidato portava aproximadamente R$ 3 mil em espécie e anotações que, segundo a PF, indicariam a prática de "boca de urna". Todo o material foi apreendido para análise técnica no curso do inquérito instaurado para apurar crime eleitoral em Boa Vista.

    O advogado de defesa, Samuel Almeida, manifestou confiança na soltura do cliente. Segundo ele, não existem provas contundentes que liguem Trindade ao cometimento de ilícitos durante o pleito. Almeida pontuou que a expectativa é de que a Justiça reconheça a ausência de indícios e restabeleça a liberdade do candidato, com ou sem o pagamento de fiança, alegando que o restabelecimento da liberdade é a medida justa para o momento.

    Investigações sobre compra de votos Roraima e segurança clandestina

    A prisão de Daniel Trindade em Roraima aconteceu durante o cumprimento de três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral, executados em Boa Vista e Rorainópolis. A Operação Cunhambebe Polícia Federal investiga a organização de cursos clandestinos de segurança privada e a atuação de grupos que estariam dificultando a fiscalização ambiental na Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

    As investigações apontam que agentes públicos federais foram alvo de hostilidades, perseguições e bloqueios de vias durante ações de proteção ao meio ambiente na região. Além disso, a corporação identificou a oferta de treinamentos operacionais sem a devida autorização legal, o que pode configurar exercício ilegal de atividade econômica e possível milícia privada Roraima.

    Foco na repressão a crimes ambientais e eleitorais

    Além da questão eleitoral, o inquérito apura crimes como incitação ao crime, receptação qualificada e exposição da saúde de terceiros a perigo. A Polícia Federal busca agora identificar outros envolvidos no esquema e interromper as atividades ilícitas que possam estar em andamento no estado, especialmente aquelas que visam embaraçar a fiscalização em terras indígenas.

    O cenário político local segue sob vigilância das autoridades. Recentemente, outros episódios similares movimentaram o sistema prisional, reforçando o rigor das fiscalizações durante o período de campanha. Para acompanhar o andamento de processos eleitorais e realizar denúncias, o cidadão pode utilizar o aplicativo Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou procurar a sede do Ministério Público Federal em Roraima para relatar irregularidades.

    Fonte: Folha BV · publicado originalmente em 26/09/2026 às 09:18 (horário de Boa Vista).

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