Caso Master: PGR defende manutenção de prisões de aliados de Vorcaro
A PGR reforçou ao STF a necessidade de manter as prisões preventivas de investigados no Caso Master, citando a persistência dos motivos que originaram as medidas cautelares.
PGR reafirma necessidade de prisões no Caso Master
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se oficialmente nesta semana pela manutenção das prisões de investigados ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O posicionamento, assinado pela equipe do procurador-geral Paulo Gonet, reforça que os fundamentos que levaram às medidas cautelares no Caso Master permanecem inalterados, não havendo motivos para a revogação das custódias neste momento.
Entre os alvos dos pedidos de liberdade que aguardam análise estão Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro; Fabiano Campos Zettel, apontado como operador financeiro; Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel; e o assessor jurídico Daniel Monteiro. A PGR sustenta que a preservação da ordem pública e o andamento das investigações sobre o banco liquidado pelo Banco Central justificam a continuidade das prisões.
Entenda o impasse jurídico no Supremo Tribunal Federal
Desde o dia 12 de setembro, o desenrolar do Caso Master enfrenta um cenário de indefinição no STF. Naquela data, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, determinou que o relator do caso, ministro André Mendonça, enviasse todos os processos relacionados à investigação para a Presidência do tribunal.
A decisão de Fachin ocorreu em meio a tensões institucionais e questionamentos sobre o rito das investigações. Embora o ministro Mendonça tenha sido mantido como relator, novos pedidos urgentes que dependem de autorização judicial seguem paralisados. Investigadores da Polícia Federal, ouvidos pelo portal G1, relataram que, apesar do ritmo de apuração interna ter sido mantido, a ausência de decisões sobre novas diligências tem gerado um hiato processual.
Sigilo de comunicações e a atuação da OAB
Além das prisões, a PGR também opinou sobre o pedido do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) referente ao sigilo de comunicações entre advogados e clientes no âmbito da Operação Compliance Zero. A OAB manifestou preocupação com a exposição indevida de diálogos protegidos pelo sigilo profissional.
A entidade argumenta que informações extraídas de investigações anteriores foram alvo de divulgação pública, o que poderia comprometer o exercício da ampla defesa. A PGR concordou com a necessidade de delimitação do uso desses materiais, cabendo agora ao ministro Edson Fachin a decisão final sobre o compartilhamento e a confidencialidade dos documentos sob análise.
Enquanto o STF não delibera sobre os recursos pendentes, as investigações sobre fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o Caso Master permanecem sob os holofotes do Judiciário e da opinião pública. A expectativa é de que o plenário do Supremo possa ser acionado para destravar os impasses administrativos que cercam o inquérito.
Fonte: G1 · publicado originalmente em 19/10/2026 às 15:53 (horário de Boa Vista).
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