China exige revogação de veto ao DeepSeek nos Estados Unidos
O Ministério do Comércio da China solicitou que Washington reverta a proibição do uso da IA DeepSeek em órgãos federais americanos, classificando a medida como discriminatória.
China exige revogação de veto ao DeepSeek nos Estados Unidos
O governo da China solicitou formalmente nesta terça-feira (20) que os Estados Unidos revoguem a recente proibição do uso do modelo de inteligência artificial DeepSeek em agências federais americanas. A medida, imposta pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), impede que órgãos do governo utilizem a tecnologia chinesa em seus sistemas de TI, sob a justificativa de riscos à segurança de dados e ameaças à infraestrutura crítica.
Por que os EUA proibiram o uso de IA chinesa em órgãos governamentais?
O Departamento de Segurança Interna dos EUA justificou a restrição alegando que modelos como o DeepSeek representam “múltiplos vetores de ameaça”. O temor central de Washington é que o uso dessas ferramentas por funcionários federais ou fornecedores governamentais possa facilitar a transferência indevida de dados sensíveis para território chinês, comprometendo a segurança nacional.
Em resposta, o Ministério do Comércio chinês manifestou “profunda insatisfação” e classificou a decisão como uma prática discriminatória que ignora os acordos diplomáticos firmados recentemente entre os líderes das duas potências. Pequim destacou que a restrição prejudica diretamente os interesses das empresas de tecnologia do país e prometeu monitorar os desdobramentos, reservando-se o direito de “tomar todas as medidas necessárias” para salvaguardar sua economia.
Tensões diplomáticas e sanções por roubo de segredos comerciais
Além do veto ao DeepSeek, a crise diplomática entre as duas nações se aprofundou após o Departamento de Estado dos EUA sancionar cinco entidades chinesas por suposto envolvimento no roubo de segredos comerciais relacionados à Inteligência Artificial. Entre as afetadas está a Shanghai Zhisuan Technology, empresa fundada por um ex-engenheiro de software do Google.
O governo chinês rejeitou veementemente as acusações de espionagem tecnológica, classificando as ações americanas como uma estratégia de difamação contra o setor de inovação do país. Pequim reforçou a importância de manter os canais de diálogo abertos, pedindo que os EUA sigam o consenso estabelecido nas cúpulas bilaterais para evitar um escalonamento ainda maior na guerra tecnológica global.
O cenário de incertezas impacta não apenas o mercado de tecnologia, mas também as relações comerciais globais, que observam de perto como as restrições às ferramentas de IA moldarão a colaboração internacional nos próximos anos. Para empresas e desenvolvedores que dependem de cadeias de suprimentos integradas, a orientação é acompanhar as atualizações regulatórias emitidas pelos órgãos de controle de exportação de ambos os países.
Fonte: G1 · publicado originalmente em 20/10/2026 às 12:50 (horário de Boa Vista).
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