MUNDO

    Colômbia extradita líder de dissidência das Farc aos EUA

    Geovany Andrés Rojas, conhecido como 'Araña', é o primeiro comandante de alto escalão enviado aos Estados Unidos sob a nova diretriz de segurança do governo colombiano.

    FONTE: G125 de setembro de 2026
    Geovany Andrés Rojas, o Araña, líder de dissidência das Farc extraditado sob escolta policial em Bogotá.
    Reprodução: G1

    A Colômbia realizou, nesta sexta-feira (25), a extradição de Geovany Andrés Rojas, o "Araña", apontado como um dos principais chefes de uma facção dissidente das antigas Farc. A operação marca a primeira transferência de um líder de alto escalão de grupos armados para os Estados Unidos sob a gestão do presidente Abelardo De La Espriella, sinalizando um endurecimento na política externa e de segurança do país vizinho.

    Quem é Geovany Andrés Rojas, o 'Araña'?

    Geovany Andrés Rojas é identificado pelas autoridades colombianas como o líder dos Comandos de Fronteira, uma estrutura criminosa vinculada à Coordenadora Nacional do Exército Bolivariano. Sua atuação era concentrada estrategicamente na região de fronteira com o Equador, área sensível para o escoamento de ilícitos.

    O líder de dissidência das Farc extraditado é acusado formalmente de envolvimento direto com o tráfico internacional de drogas. Segundo fontes policiais consultadas pela Reuters, Rojas coordenava rotas logísticas que abasteciam mercados internacionais, utilizando o território fronteiriço como base de operações para o refino e transporte de entorpecentes.

    O papel dos Comandos de Fronteira no tráfico internacional de drogas

    Os Comandos de Fronteira, liderados por Rojas, ganharam notoriedade pela violência e pelo controle territorial. O grupo é composto por dissidentes que não aceitaram o acordo de paz original ou que retornaram à criminalidade, focando quase exclusivamente no lucro derivado do tráfico de cocaína. Para as autoridades americanas, a extradição de figuras como "Araña" é fundamental para desarticular as finanças dessas organizações transnacionais.

    Mudança na política de extradição para os Estados Unidos

    A extradição de Rojas ocorre em um momento de transição política na Colômbia. O processo de envio do criminoso aos EUA chegou a ser suspenso durante a administração do ex-presidente Gustavo Petro, que priorizava a política de "paz total" e o diálogo com grupos armados. No entanto, o cenário mudou drasticamente com a ascensão de Abelardo De La Espriella.

    Em setembro, o atual presidente determinou o encerramento das negociações de paz iniciadas pela gestão anterior e ordenou que todas as extradições pendentes fossem retomadas imediatamente. A medida visa reforçar a cooperação jurídica com Washington e desestimular o crescimento de facções dissidentes nas fronteiras colombianas.

    A segurança nas regiões limítrofes é um tema que gera interesse direto em todo o continente, incluindo o Brasil e o estado de Roraima, devido aos reflexos do crime organizado em áreas de fronteira. A prisão de Rojas ocorreu em fevereiro de 2025, em Bogotá, e seu envio definitivo aos EUA é visto como um troféu para a nova estratégia de segurança pública da Colômbia.

    Para mais informações sobre acordos de cooperação internacional e segurança nas Américas, consulte os relatórios oficiais do Ministério da Justiça e do Direito da Colômbia.

    Fonte: G1 · publicado originalmente em 25/09/2026 às 16:05 (horário de Boa Vista).

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