MUNDO

    Coreia do Norte na ONU: Vice-ministro reafirma poder nuclear

    Em pronunciamento na 81ª Assembleia Geral da ONU, representante norte-coreano utilizou símbolos da dinastia Kim e classificou arsenal atômico como fator de dissuasão irreversível.

    FONTE: G128 de setembro de 2026
    Kim Son-Gyong discursa usando broche de líderes durante evento da Coreia do Norte na ONU
    Reprodução: G1

    O vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son-Gyong, utilizou a tribuna da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta segunda-feira (28), para reafirmar a postura bélica e diplomática de seu país. Durante a participação da Coreia do Norte na ONU, realizada em Nova York, o diplomata declarou que o status de potência nuclear da nação é “permanente e irreversível”, justificando o arsenal como uma medida de autodefesa necessária para a manutenção da soberania nacional.

    O simbolismo político na vestimenta oficial de Pyongyang

    Além do conteúdo do discurso, chamou a atenção dos delegados internacionais o uso de um broche estampado com os rostos de Kim Il-sung e Kim Jong-il, respectivamente avô e pai do atual líder, Kim Jong-un. O adereço é um símbolo de lealdade obrigatório para autoridades do regime, representando a continuidade da dinastia que governa o país desde 1948. A exibição dessas insígnias em fóruns globais reforça a mensagem de unidade interna e respeito aos chamados "líderes eternos" da pátria norte-coreana.

    Arsenal nuclear norte-coreano é classificado como irreversível

    Em sua fala, Kim Son-Gyong destacou que o arsenal nuclear norte-coreano não está aberto a negociações de desarmamento. Segundo o vice-ministro, o desenvolvimento tecnológico militar de Pyongyang serve como uma ferramenta de dissuasão contra o que classificou como "ameaças externas crescentes". O representante afirmou que a paz na Península Coreana só tem sido mantida devido ao equilíbrio de forças gerado pela capacidade de retaliação do país.

    Críticas à cooperação militar entre EUA, Japão e Coreia do Sul

    O discurso também foi marcado por duras críticas à tríplice aliança formada por Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. Kim acusou as nações de inflamarem as tensões na Península Coreana por meio da realização de exercícios militares conjuntos, como o Freedom Shield e o Freedom Edge. Para o diplomata, essas operações simulam cenários de invasão e transformam a região em um barril de pólvora nuclear.

    O delegado norte-coreano também demonstrou preocupação com o rearmamento do Japão, citando o aumento dos gastos militares e a aquisição de armas de longo alcance por Tóquio. Segundo ele, o governo japonês estaria se aproveitando da instabilidade global para acelerar uma reestruturação militar agressiva, o que afetaria a segurança internacional e a estabilidade na Ásia.

    Impactos na política externa da Coreia do Norte

    A participação da Coreia do Norte na ONU ocorre em um momento de monitoramento intenso pelas agências de inteligência globais. Analistas de política externa da Coreia do Norte observam que o endurecimento do discurso na Assembleia Geral sinaliza uma baixa probabilidade de retomada de diálogos diplomáticos a curto prazo. Para o cidadão brasileiro e investidores internacionais, a manutenção dessas tensões reflete diretamente na volatilidade de mercados de commodities e na percepção de risco geopolítico global.

    As discussões na 81ª Assembleia Geral da ONU continuam ao longo desta semana, com foco em temas de segurança coletiva e crises humanitárias. Acompanhe as atualizações oficiais sobre os desdobramentos diplomáticos no portal da ONU Brasil para entender como essas decisões afetam acordos de cooperação internacional.

    Fonte: G1 · publicado originalmente em 28/09/2026 às 12:59 (horário de Boa Vista).

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