POLÍTICA

    Corrida Eleitoral 2026: Lula e Flávio Bolsonaro Lideram em Cenário Sem Marçal, Revela Quaest

    A temperatura política subiu com os novos dados da Quaest. No cenário sem Pablo Marçal, Lula e Flávio Bolsonaro polarizam a disputa, enquanto nomes como Augusto Cury surgem como terceira via. Entenda os números por região, religião e renda.

    REDAÇÃO03 de setembro de 20265 min de leitura
    Corrida Eleitoral 2026: Lula e Flávio Bolsonaro Lideram em Cenário Sem Marçal, Revela Quaest
    Corrida Eleitoral 2026: Lula e Flávio Bolsonaro Lideram em Cenário Sem Marçal, Revela Quaest

    O Xadrez Político de 2026 Começa a Ganhar Forma

    Fala, pessoal! Se você achava que 2026 ainda estava longe demais para a gente começar a falar de eleição, a nova pesquisa Quaest chegou para provar que o clima já está fervendo nos bastidores de Brasília e nas conversas de bar por todo o Brasil. Encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo, a pesquisa traz um panorama detalhado de como está a cabeça do eleitor brasileiro em um cenário específico: a ausência de Pablo Marçal, que atualmente se encontra inelegível.

    Os números mostram que a polarização que marcou os últimos anos continua vivíssima, mas com novos rostos e algumas surpresas no meio do caminho. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança, mas Flávio Bolsonaro (PL) vem logo atrás, consolidando-se como o principal herdeiro do capital político do pai. Vamos mergulhar nesses dados e entender o que cada fatia da população está pensando?

    Os Números Gerais: Quem está na frente?

    No cenário testado com 12 candidatos, Lula atinge 37% das intenções de voto. É um número sólido, mas que acende o sinal amarelo quando olhamos para a margem de erro e para os índices de aprovação do governo. Já Flávio Bolsonaro aparece com 29%, mostrando que a direita mantém uma base fiel e muito bem definida, mesmo com as mudanças no tabuleiro jurídico.

    A grande surpresa — ou talvez nem tanto para quem acompanha as listas de mais vendidos — é Augusto Cury (Avante). O médico e escritor aparece com 10%, ocupando um espaço de 'terceira via' que muitos políticos tradicionais tentaram e não conseguiram. Logo depois, temos Renan Santos, do Movimento Brasil Livre (agora no partido Missão), com 3%. Nomes conhecidos como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem com 1% cada, patamar similar ao de Pablo Marçal neste recorte específico.

    O Raio-X por Região: Onde cada um domina?

    O Brasil é um país de dimensões continentais e, claro, o voto reflete essas diferenças culturais e econômicas. Lula continua mantendo sua fortaleza no Nordeste, onde os programas sociais e a memória histórica de suas gestões anteriores pesam muito. Por outro lado, Flávio Bolsonaro encontra terreno fértil no Sul e no Centro-Oeste, regiões onde o agronegócio e a pauta conservadora têm uma entrada muito mais forte.

    O Sudeste, o maior colégio eleitoral do país, continua sendo a grande batalha. É aqui que a eleição costuma ser decidida, e a divisão entre Lula e Flávio é milimétrica, com Augusto Cury beliscando votos preciosos da classe média urbana que busca uma alternativa aos dois polos tradicionais.

    Gênero, Idade e Escolaridade: O Perfil do Eleitor

    Quando a gente olha para o gênero, a divisão é clara: Lula performa melhor entre as mulheres, enquanto Flávio Bolsonaro tem uma vantagem competitiva entre o eleitorado masculino. Esse é um padrão que já vimos em 2022 e que parece se repetir.

    Na questão da idade, Lula tem um desempenho superior entre os mais jovens (16 a 24 anos) e entre os idosos. O eleitorado de meia-idade, especialmente aquele inserido no mercado de trabalho formal e na gestão de pequenos negócios, tende a inclinar-se mais para o lado de Flávio Bolsonaro ou Cury.

    A escolaridade e a renda também são divisores de águas. Lula lidera com folga entre quem ganha até dois salários mínimos e tem ensino fundamental. Já Flávio e os candidatos de centro-direita crescem à medida que a renda e a escolaridade aumentam, embora Cury consiga transitar bem em diferentes estratos sociais devido à sua comunicação simplificada e focada em saúde mental.

    Religião e Cor: Pautas de Identidade

    A religião continua sendo um fator determinante na política brasileira. Flávio Bolsonaro mantém a hegemonia no segmento evangélico, herdando a conexão profunda que seu pai estabeleceu com esse público. Lula, por sua vez, lidera entre os católicos e entre aqueles que declaram não ter religião ou pertencer a religiões de matriz africana.

    No quesito cor, a pesquisa aponta que Lula tem uma penetração maior entre a população preta e parda, enquanto Flávio Bolsonaro apresenta números mais expressivos entre os eleitores que se autodeclaram brancos.

    O Cenário do Segundo Turno e a Rejeição

    Se a eleição fosse hoje e o segundo turno fosse entre Lula e Flávio Bolsonaro, teríamos um empate técnico emocionante: 42% para Lula e 41% para Flávio. Isso mostra que a disputa está totalmente aberta e que qualquer oscilação na economia ou em escândalos políticos pode virar o jogo.

    Um dado preocupante para ambos é a rejeição. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 55% dos entrevistados, enquanto Lula tem 53% de rejeição. São números altos, que indicam que o voto "contra alguém" pode ser mais forte do que o voto "a favor de alguém" em 2026.

    Aprovação do Governo e o Impacto nas Urnas

    A pesquisa também avaliou como o povo está vendo o atual governo Lula. O resultado é de uma polarização extrema: 48% desaprovam a gestão atual, enquanto 45% aprovam. Esse equilíbrio precário reflete a dificuldade do governo em furar a bolha e conquistar aqueles que não votaram no PT em 2022. O sentimento econômico, a percepção de segurança pública e as alianças no Congresso serão fundamentais para que esses números se movam nos próximos meses.

    Conclusão: O que esperar daqui para frente?

    A pesquisa Quaest é uma fotografia de momento, mas uma fotografia muito nítida. Sem Pablo Marçal, o campo da direita parece se aglutinar em torno de Flávio Bolsonaro, enquanto Lula tenta segurar sua base e atrair o centro. A aparição de Augusto Cury com dois dígitos mostra que há um cansaço com a briga política tradicional e um desejo por figuras que falem de outros temas, como bem-estar e psicologia.

    Até 2026, muita água vai passar por baixo dessa ponte. Decisões judiciais, a performance da economia e as alianças partidárias vão redesenhar este mapa várias vezes. Mas uma coisa é certa: a corrida já começou, e ninguém quer ficar para trás.

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    Perguntas Frequentes

    Por que Pablo Marçal não aparece com destaque na pesquisa?

    Neste cenário específico da pesquisa Quaest, Pablo Marçal foi considerado inelegível, por isso os entrevistadores focaram em como os votos seriam distribuídos sem a presença ativa dele como candidato principal.

    Qual a margem de erro da pesquisa Quaest?

    A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

    Quem lidera as intenções de voto no segundo turno?

    Há um empate técnico: Lula aparece com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%.

    Qual a surpresa desta pesquisa?

    A presença de Augusto Cury com 10% das intenções de voto, ocupando o terceiro lugar e se destacando como uma possível terceira via.

    Como está a aprovação do governo Lula segundo a Quaest?

    O governo está dividido: 45% aprovam e 48% desaprovam a gestão atual.

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