Corrida Eleitoral 2026: TSE forma maioria para validar candidaturas de Lula, Flávio Bolsonaro e Zema
Em julgamento no plenário virtual, o TSE avança na análise dos registros de candidatura para 2026. Nomes de peso como Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema já contam com votos suficientes para garantir a participação no pleito.
Fala, pessoal! O cenário político para as próximas eleições está começando a ganhar contornos definitivos na Justiça Eleitoral. Em uma movimentação intensa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a maioria dos ministros já se posicionou favoravelmente à aprovação dos registros de candidatura de figuras centrais do tabuleiro político brasileiro, como o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador mineiro Romeu Zema (Novo).
O que está rolando no plenário virtual?
Para quem não está familiarizado com os termos jurídicos, o julgamento está acontecendo no chamado "plenário virtual". Basicamente, é um sistema onde os ministros depositam seus votos eletronicamente sem a necessidade de um debate presencial, a menos que alguém peça destaque. O prazo final para essa rodada de decisões termina na noite desta quarta-feira (2).
Até agora, o placar está bem favorável para os principais nomes. Além de Lula, Flávio Bolsonaro e Zema, outros candidatos de partidos com menor expressão nacional, mas com militância ativa, também viram seus processos caminharem sem grandes percalços. É o caso de Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB), que já contam com a maioria necessária para carimbar o passaporte rumo às urnas.
Entendendo o Registro de Candidatura
Muita gente se pergunta: "Mas por que eles precisam de aprovação se já foram lançados pelos partidos?". A resposta é simples, mas o processo é rigoroso. O registro de candidatura é o momento em que a Justiça Eleitoral faz um pente-fino na vida do político. Eles verificam desde a documentação básica (RG, CPF, certidões criminais) até as condições de elegibilidade e as famosas causas de inelegibilidade (como a Lei da Ficha Limpa).
Se o candidato não preenche os requisitos — como idade mínima para o cargo ou estar em dia com a justiça — o registro é indeferido e ele fica fora do jogo. No caso de Lula, Flávio e Zema, o relator dos processos, ministro André Mendonça, deu o sinal verde, sendo acompanhado por nomes como Floriano de Azevedo Marques, Dias Toffoli, Nunes Marques e Antonio Carlos Ferreira.
O placar dos votos: quem já votou em quem?
Vamos aos números, porque aqui o detalhe faz a diferença. No caso da chapa composta por Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), já são cinco votos favoráveis. O mesmo número se repete para as chapas de Samara Martins/Raquel Brício (UP), Romeu Zema/Eduardo Girão (Novo) e Hertz Dias/Vanessa Portugal (PSTU). Para esses grupos, faltam apenas os votos dos ministros Estela Aranha e Ricardo Villas Bôas Cueva para fechar a conta oficial, embora a maioria já esteja consolidada.
Já para os candidatos Edmilson Costa (PCB) e Flávio Bolsonaro (PL), a situação está ainda mais avançada: seis votos favoráveis. Nestes casos específicos, resta apenas o voto do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva para encerrar a tramitação no sistema.
O tal do DRAP: a sigla que ninguém conhece, mas que manda muito
Além de olhar a vida individual de cada político, o TSE também aprovou o DRAP (Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários). Pense no DRAP como o "RG do partido" para a eleição. É através dele que a Justiça Eleitoral confere se a convenção partidária foi feita dentro da lei, se a escolha dos nomes respeitou o estatuto e se a chapa está montada corretamente, inclusive respeitando as cotas obrigatórias.
Se o DRAP de um partido é rejeitado, todos os candidatos daquela legenda podem cair juntos, como um castelo de cartas. Por isso, a aprovação do DRAP das siglas mencionadas é um alívio para as coordenações de campanha.
Quem ainda está na fila de espera?
Nem todo mundo recebeu o "ok" ainda. A Justiça Eleitoral trabalha em lotes, e alguns nomes conhecidos ainda aguardam o julgamento de seus requerimentos. Entre os que estão na pendência, figuram o médico e escritor Augusto Cury (Avante), além de Pablo Marçal (PRTB), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Clariana Barão (DC).
Esses julgamentos devem ocorrer nos próximos dias, seguindo o rito normal de análise de documentos e possíveis contestações (impugnações) feitas por adversários ou pelo Ministério Público Eleitoral.
Por que isso importa para você?
Pode parecer apenas burocracia, mas a validação dessas candidaturas define quem estará na sua tela no horário eleitoral e, claro, na urna eletrônica. Em um país polarizado, a confirmação de que os principais nomes estão aptos juridicamente evita surpresas de última hora e garante que a disputa se dê no campo das ideias (e dos votos), e não apenas nos tribunais.
Fique de olho, pois a noite desta quarta-feira promete encerrar esse capítulo para os primeiros grandes blocos de candidatos, trazendo mais clareza para o eleitor sobre quem são os rostos oficiais da disputa de 2026.
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Perguntas Frequentes
O que acontece se um registro de candidatura for negado?
Se o registro for negado (indeferido), o candidato fica impedido de concorrer, a menos que consiga reverter a decisão por meio de recursos em instâncias superiores dentro dos prazos eleitorais.
O que é o julgamento em plenário virtual?
É uma modalidade onde os ministros do TSE votam de forma eletrônica através de um sistema interno, sem necessidade de reunião física, agilizando a análise de processos volumosos.
Por que o nome de Flávio Bolsonaro aparece na lista presidencial?
O registro em questão refere-se à composição das chapas e estratégias partidárias para o pleito de 2026, onde o senador busca viabilizar sua participação ou de seu grupo político em cargos majoritários.
O que os ministros analisam no registro?
Eles verificam a filiação partidária, domicílio eleitoral, idade mínima, quitação eleitoral e a inexistência de crimes que levem à inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa.
Quando sai o resultado final de todos os candidatos?
O TSE trabalha com cronogramas específicos; enquanto alguns registros são julgados agora em setembro, outros nomes pendentes serão analisados nas sessões seguintes até o fechamento do calendário eleitoral.
