POLÍTICA

    Dino ordena investigação sobre interferência estrangeira nas eleições

    O ministro do STF Flávio Dino determinou que a Polícia Federal abra inquérito para investigar possíveis interferências externas e financiamento irregular em campanhas eleitorais.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL27 de outubro de 2026
    Ministro Flávio Dino em sessão do STF discutindo o combate à interferência estrangeira nas eleições brasileiras
    Reprodução/Internet

    Dino ordena investigação sobre interferência estrangeira nas eleições

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para apurar denúncias de possível interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. A decisão visa investigar, especificamente, o financiamento oculto de campanhas e o uso de perfis sediados no exterior para manipular o debate político nacional.

    Suspeitas de financiamento e uso de perfis estrangeiros

    A determinação do ministro foi motivada por representações que apontam um padrão de atuação coordenada. Entre os casos sob análise, estão as movimentações de executivos ligados à empresa Rockbridge Network para captar recursos para campanhas nos Estados Unidos e a veiculação de anúncios pagos em português por perfis estrangeiros, voltados especificamente ao eleitorado brasileiro.

    Dino destacou que essas práticas corroboram alertas feitos anteriormente pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que já havia sinalizado o risco de atores externos com interesses estratégicos no Brasil tentarem influenciar o pleito.

    Quais as conexões entre exploração de terras raras e política?

    Um dos pontos cruciais da investigação é a suspeita de que a exploração de terras raras e minerais críticos em solo brasileiro tenha sido utilizada como moeda de troca. O ministro ressaltou a necessidade de esclarecer se houve ofertas de apoio eleitoral em troca de facilidades econômicas a agentes estrangeiros, lembrando que a exploração desses recursos pertence à União e depende de concessões oficiais.

    Falhas nas plataformas e manipulação algorítmica

    Além do financiamento, a decisão engloba a atuação de gigantes da tecnologia. O STF quer apurar possíveis "assimetrias dolosas" e manipulações algorítmicas por parte de empresas como a Meta. O ministro citou relatórios do Comitê de Supervisão da Meta e observadores da ONU que apontaram inconsistências no engajamento, restrições de alcance e disparidades na geração de conteúdos por inteligência artificial, que poderiam favorecer ou prejudicar candidaturas específicas.

    Linhas de investigação da Polícia Federal

    A Polícia Federal deverá conduzir o inquérito sob supervisão do STF, focando em cinco eixos principais:

    • Natureza das tratativas entre a Rockbridge Network e empresários brasileiros;
    • Identidade e origem dos recursos usados em publicidade eleitoral estrangeira;
    • Vínculo entre o apoio eleitoral e interesses em terras raras;
    • Finalidade dos contatos entre representantes estrangeiros e atores locais;
    • Investigação sobre manipulações algorítmicas que desequilibram o pleito.

    Esta medida reforça a preocupação do Judiciário com a integridade das eleições frente a novas ameaças digitais e geopolíticas. Interessados podem acompanhar o desdobramento do inquérito através dos canais oficiais do Supremo Tribunal Federal, que mantém a transparência sobre os procedimentos que afetam a soberania nacional.

    Fonte: Agência Brasil · publicado originalmente em 27/10/2026 às 10:33 (horário de Boa Vista).

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