Eleição para o Congresso define rumos da reforma tributária e economia
A renovação do Legislativo em 2026 determinará a execução de etapas cruciais da reforma tributária e o destino do orçamento público nos próximos anos.
O impacto da eleição para o Congresso na economia brasileira
A definição dos próximos representantes no Poder Legislativo vai muito além da disputa pelo Palácio do Planalto. A eleição para o Congresso Nacional, que ocorre neste ano, ditará o ritmo da implementação da reforma tributária e afetará diretamente o bolso das famílias brasileiras, o custo operacional das empresas e o volume de recursos destinados a estados e municípios a partir de 1º de fevereiro de 2027.
Os parlamentares que assumirão suas cadeiras encontrarão um cenário de transição econômica complexo. Com a reforma tributária já em fase de implementação, o novo Congresso terá a missão de decidir sobre a preservação, correção ou recalibração das regras aprovadas. Segundo especialistas, como o economista Haroldo da Silva, do Corecon-SP, a atuação dos parlamentares será decisiva para garantir a eficácia do novo sistema tributário.
Como a reforma tributária será afetada pelos novos parlamentares?
Embora o calendário da reforma tributária esteja fixado por leis complementares e emendas constitucionais, o novo Parlamento detém o poder de propor alterações legislativas. Um ponto de atenção é o "split payment", mecanismo que separa automaticamente o valor dos impostos no momento da transação comercial. Candidaturas já sinalizaram a intenção de revisar este modelo, o que exigiria um embate direto no Legislativo.
Para o cientista político Fabio Andrade, da ESPM, a mudança na composição do Congresso não deve gerar rupturas imediatas. "Grupos organizados, como os ligados ao agronegócio e à indústria tradicional, possuem canais de negociação estabelecidos e tendem a manter sua influência na nova legislatura", explica. Essa força política será determinante no momento de analisar vetos pendentes a leis complementares que impactam diversos setores produtivos.
O cronograma de mudanças fiscais para 2027 e além
Independente da composição política, o cronograma técnico segue em curso. A partir de 2027, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) passará a substituir PIS e Cofins, enquanto o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) terá sua alíquota provisória de 0,1% implementada. Simultaneamente, o IPI será zerado para a maior parte dos produtos, preservando as prerrogativas da Zona Franca de Manaus.
A transição total para o novo regime está prevista para 2033. No entanto, o Congresso de 2027 terá a palavra final sobre pontos pendentes e ajustes finos que podem alterar a carga tributária sobre setores específicos, como o mercado imobiliário e o segmento de bebidas. A análise de vetos não caduca, o que significa que os novos parlamentares herdarão decisões que impactam diretamente a arrecadação e o custo de vida dos brasileiros.
Para o cidadão, acompanhar a pauta econômica do Legislativo é fundamental para entender as futuras alterações no consumo e na geração de empregos. A consulta aos projetos de lei em tramitação pode ser realizada diretamente pelo portal oficial da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, onde é possível verificar o status de cada matéria econômica em pauta.
Fonte: G1 · publicado originalmente em 12/10/2026 às 04:00 (horário de Boa Vista).
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