Eleições 2026: O que os candidatos planejam para dar um basta na violência contra a mulher
Com o aumento alarmante dos casos de feminicídio no Brasil, o debate presidencial de 2026 coloca a segurança feminina no centro das atenções. Analisamos as propostas dos principais candidatos para proteger 52% do eleitorado.
Fala, pessoal! Se tem um assunto que vai dominar as conversas nas mesas de bar e nos grupos de WhatsApp até as eleições de 2026, é como a gente vai resolver a segurança pública no Brasil. Mas, desta vez, o foco está em uma ferida aberta que não para de sangrar: a violência contra a mulher. Não dá mais para ignorar que, enquanto outros crimes estão diminuindo, o feminicídio bateu recordes assustadores. Estamos falando de uma média de quatro mulheres mortas por dia simplesmente por serem mulheres. É muita coisa, né?
Com as mulheres representando a maioria do eleitorado (cerca de 52,8%, segundo o TSE), os candidatos à Presidência da República já entenderam que não dá para ganhar o voto delas apenas com promessas vazias. O bicho está pegando e a cobrança por propostas concretas é real. Por isso, decidimos mergulhar no que os principais nomes que aparecem nas pesquisas — como Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury e outros — estão prometendo para mudar esse cenário de guerra doméstica.
O cenário atual: Por que o tema é urgente?
Antes de entrar no que cada um quer fazer, vamos entender o tamanho do problema. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública trouxe um dado que é um balde de água fria: enquanto os homicídios em geral caíram no país, a violência contra a mulher e os feminicídios foram na contramão e subiram. Isso mostra que o perigo para muitas brasileiras não está na rua, mas dentro de casa.
O crime de feminicídio, que entrou no nosso Código Penal lá em 2015, define que matar uma mulher por razões de gênero, desprezo ou em contextos de violência doméstica é um crime hediondo. Mas só a lei no papel não está segurando a mão dos agressores. É por isso que os planos de governo de 2026 estão vindo recheados de tecnologia, novas delegacias e até inteligência artificial.
Lula (PT): Foco na rede de proteção e acolhimento
O atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, aposta na continuidade e no fortalecimento do que já está sendo feito, mas com uma pegada de expansão. A ideia central do PT é consolidar o 'Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio'.
Para Lula, o segredo está na infraestrutura. Ele promete entregar 30 Casas da Mulher Brasileira e 15 Centros de Referência. Sabe aquelas 'Salas Lilás' nas delegacias? O plano é espalhar isso por todo o país para que a mulher não se sinta intimidada na hora de denunciar. Além disso, o governo quer distribuir kits de monitoramento eletrônico para os estados, tentando evitar que o agressor chegue perto da vítima que já tem medida protetiva. Na saúde, o foco é o SUS, reforçando o atendimento psicológico para quem carrega os traumas da violência.
Flávio Bolsonaro (PL): Tecnologia e 'mão de ferro'
Do outro lado do espectro político, o senador Flávio Bolsonaro traz o programa 'Brasil por Elas'. A pegada aqui mistura proteção social com punições bem mais severas. Flávio quer criar a 'Central da Mulher', que seriam hubs físicos e até itinerantes (em barcos e caminhões) para oferecer tudo num lugar só: de psicólogo a microcrédito para a mulher conseguir independência financeira.
Mas o que chama a atenção é a 'ClarIA', uma inteligência artificial que funcionaria 24 horas para ajudar a mulher a pedir medidas protetivas pelo celular. No quesito punição, o discurso é duro: fim da progressão de regime para agressores e a polêmica proposta de castração química para quem abusa de mulheres e crianças. É uma linha que foca bastante no medo da punição como forma de prevenir o crime.
Augusto Cury (Avante): Saúde emocional e prevenção comunitária
O médico e escritor Augusto Cury traz uma abordagem que mistura sua experiência na psicologia com segurança pública. O programa 'Mulheres Vivas' é dividido em três pilares. Ele quer investir pesado em tecnologia, como botões de alerta com geolocalização e até drones para monitorar áreas de risco.
Outro ponto forte de Cury é o policiamento comunitário. Ele defende que a Guarda Municipal e a polícia precisam ir até a casa das mulheres em situação de risco, fazendo visitas preventivas. Além disso, ele quer uma integração total: delegacias, hospitais e assistência social precisam falar a mesma língua para que a vítima não se perca na burocracia do Estado.
E os outros candidatos?
A lista de 2026 é longa e inclui nomes como Caiado, Zema, Samara, Edmilson Costa, entre outros. O que se nota é que, embora cada um tenha sua estratégia — uns focando mais no social e outros na repressão policial —, o tema deixou de ser um 'anexo' nos planos de governo para virar prioridade. No entanto, chama a atenção que alguns candidatos, como Renan Santos (Missão), ainda não apresentaram propostas detalhadas sobre esse tema específico em seus planos iniciais, o que gera cobrança por parte dos movimentos feministas.
O desafio de tirar o plano do papel
Prometer é fácil, mas o Brasil enfrenta gargalos gigantescos. A falta de verba para as delegacias especializadas, o machismo estrutural que ainda permeia o sistema judiciário e a dificuldade de monitorar agressores em cidades de interior são desafios que o próximo presidente (ou presidenta) terá que encarar de frente. Não basta ter um aplicativo bonitinho se, na hora do perigo, a viatura não chega.
As propostas de 2026 mostram que o debate evoluiu. Saímos do 'quem ama não mata' para discussões sobre inteligência de dados, autonomia financeira e redes de apoio psicossocial. O eleitorado feminino está de olho e, com 52% dos votos na mão, elas têm o poder de decidir quem realmente tem o melhor plano para mantê-las vivas.
E você, o que acha dessas propostas? Acha que castração química resolve ou o caminho é investir em educação e acolhimento? O debate está só começando!
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Perguntas Frequentes
O que é considerado feminicídio no Brasil?
É o assassinato de uma mulher motivado por razões de gênero, envolvendo violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação à condição feminina, conforme a Lei de 2015.
Quais as principais propostas de Lula para as mulheres em 2026?
Lula foca na expansão das Casas da Mulher Brasileira, Salas Lilás em delegacias e no reforço da rede de atenção psicossocial via SUS.
O que Flávio Bolsonaro propõe contra agressores de mulheres?
O candidato defende o fim da progressão de regime para esses criminosos, uso de tornozeleira eletrônica e a implementação da castração química para abusadores.
Como a inteligência artificial pode ajudar no combate à violência doméstica?
Candidatos como Flávio Bolsonaro propõem assistentes virtuais (como a ClarIA) para orientar vítimas sobre medidas protetivas e denúncias de forma rápida e segura.
Qual a proposta de Augusto Cury para a segurança feminina?
Cury propõe o programa 'Mulheres Vivas', que utiliza tecnologia (drones e botões de pânico) e visitas preventivas da Guarda Municipal a mulheres em risco.
