MUNDO

    Emissões de gases-estufa no Brasil caem pelo terceiro ano

    O Brasil registrou uma queda de 6% nas emissões de gases de efeito estufa em 2025, impulsionada pelo controle do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

    FONTE: FOLHA DE S.PAULO21 de outubro de 2026
    Gráfico demonstrando a redução das emissões de gases-estufa no Brasil em comparação com anos anteriores.
    Reprodução: Folha de S.Paulo

    O Brasil consolidou uma trajetória de queda nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) pelo terceiro ano consecutivo. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, o país lançou na atmosfera 2,06 bilhões de toneladas de CO2 equivalente (GtCO2e) em 2025, um recuo de 6% em comparação aos 2,19 GtCO2e registrados em 2024.

    Queda no desmatamento impulsiona metas climáticas

    O resultado é o mais baixo observado desde 2018, indicando uma restauração dos níveis de emissão anteriores ao mandato de Jair Bolsonaro. A redução é atribuída, primordialmente, aos esforços de contenção do desmatamento, com destaque para as áreas críticas na Amazônia e no Cerrado. Em um cenário de mudanças climáticas globais, o controle do uso da terra tornou-se o pilar central para que o Brasil retomasse o cumprimento de seus compromissos internacionais.

    O impacto das emissões de gases-estufa nas metas de 2025

    Quando analisadas as emissões líquidas — que subtraem a remoção de carbono por florestas preservadas e vegetação secundária —, o índice atingiu 1,4 bilhão de toneladas, uma queda de 9% em relação ao ano anterior. Este é o menor patamar registrado desde 2012. O desempenho coloca o Brasil 6% abaixo da meta estabelecida na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para 2025, que era de 1,32 GtCO2e, conforme o Acordo de Paris.

    Histórico e contexto da política ambiental brasileira

    Claudio Angelo, coordenador de Política Internacional do Observatório do Clima, ressalta que o cumprimento da meta de 2025 foi possível graças à reversão da política ambiental adotada a partir de 2023. Segundo o especialista, o desmonte da fiscalização ocorrido nos anos anteriores criou um cenário de alta complexidade, com taxas de desmate que superavam os 10 mil km² apenas na Amazônia. A recuperação desses indicadores reflete a retomada da vigilância ambiental como ferramenta de Estado.

    Para mais detalhes sobre o inventário nacional, consulte o portal oficial do Observatório do Clima, que disponibiliza a série histórica completa de emissões por setor econômico e região.

    Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 21/10/2026 às 10:00 (horário de Boa Vista).

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