POLÍTICA

    Flávio Bolsonaro intensifica campanha com foco em agendas de rua

    Com apenas 17 dias para o segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro ajusta estratégia para ampliar votação em regiões prioritárias.

    FONTE: FOLHA DE S.PAULO09 de outubro de 2026
    Flávio Bolsonaro discursando em comício durante agendas de rua da campanha presidencial
    Reprodução: Folha de S.Paulo

    Estratégia de Flávio Bolsonaro prioriza agendas de rua

    Após uma semana dedicada quase integralmente às articulações políticas e à consolidação de apoios para o segundo turno, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) definiu uma nova diretriz: a intensificação das agendas de rua. A mudança tática visa maximizar o desempenho eleitoral do candidato à Presidência em redutos estratégicos, buscando reverter cenários adversos observados no primeiro turno.

    De acordo com informações apuradas pela Folha de S.Paulo, o cronograma de viagens para a reta final da disputa — que se encerra em 17 dias — está em fase de conclusão. Embora o tempo de campanha seja exíguo, a equipe busca otimizar o deslocamento do candidato por diferentes regiões do país, focando em estados onde o potencial de crescimento de votos é considerado mais expressivo.

    Onde a campanha de Flávio Bolsonaro buscará novos votos?

    O planejamento logístico prioriza cidades e estados que apresentaram resultados abaixo do esperado ou onde a margem de crescimento é viável. Um exemplo claro é Porto Alegre (RS), onde Flávio obteve cerca de 41% dos votos, ficando atrás do adversário, o ex-presidente Lula. A aposta da sigla é que a vitória do aliado Luciano Zucco (PL) para o governo estadual sirva como um catalisador para a virada no município.

    A estratégia também se estende ao Nordeste. Em Aracaju (SE), onde o senador registrou 37% da preferência no primeiro turno, o objetivo é ampliar a penetração da candidatura. Na Bahia, estado onde obteve 28% dos votos, a campanha bolsonarista busca potencializar o apoio de lideranças locais, incluindo o ex-prefeito ACM Neto (União), que, embora derrotado na disputa pelo Palácio de Ondina, alcançou 43% do eleitorado baiano.

    Mobilização e foco na reta final das eleições

    Apesar da necessidade de cobrir uma extensão territorial vasta, a campanha admite que não será possível visitar todos os estados brasileiros. Por isso, a seleção dos destinos é feita com base em análise de dados e potencial de conversão de votos de indecisos ou eleitores que não compareceram às urnas no primeiro pleito.

    A intensificação das agendas de rua nas próximas duas semanas reflete a necessidade de contato direto com o eleitorado, um movimento clássico de segundo turno para tentar romper a barreira do voto consolidado. A expectativa do núcleo duro da campanha é que, ao lado de governadores eleitos e lideranças regionais, a exposição pública de Flávio Bolsonaro consiga converter o apoio político negociado na última semana em votos efetivos nas urnas.

    O eleitor deve estar atento aos canais oficiais de comunicação dos candidatos para verificar as datas das visitas, que podem sofrer alterações conforme a logística de campanha e a agenda local dos apoiadores em cada estado.

    Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 09/10/2026 às 05:00 (horário de Boa Vista).

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