TECNOLOGIA

    Flórida busca restringir o uso de redes sociais por menores

    Procuradoria da Flórida solicita judicialmente que Meta identifique e remova menores de 14 anos e limite o tempo de tela para adolescentes.

    FONTE: G107 de outubro de 2026
    Criança utilizando celular com redes sociais em debate sobre o uso de redes sociais por menores na Flórida.
    Reprodução: G1

    Flórida busca restringir o uso de redes sociais por menores em nova ofensiva contra a Meta

    O estado da Flórida, nos Estados Unidos, intensificou nesta quarta-feira (7) a pressão sobre a Meta, gigante da tecnologia proprietária do Facebook e do Instagram. Em uma petição apresentada ao tribunal do condado de Pasco, o procurador-geral James Uthmeier solicitou uma medida cautelar urgente que visa impor restrições severas ao acesso de menores de idade às plataformas da companhia.

    A iniciativa, que ganha repercussão global sobre os impactos das mídias digitais, busca que a Justiça obrigue a empresa a identificar e excluir da base de dados todos os usuários residentes na Flórida que possuam menos de 14 anos. A medida reflete uma preocupação crescente com a saúde mental e a segurança digital de crianças e jovens em ambientes virtuais.

    Quais as limitações propostas para o uso das redes?

    Além da exclusão de contas de menores, o estado pleiteia que a Meta imponha um teto diário de duas horas de uso para adolescentes, somando o tempo total de navegação em todos os aplicativos da empresa. Outra demanda central é o desativamento definitivo de algoritmos que promovem a dependência, como o sistema de reprodução automática de vídeos e a funcionalidade de rolagem infinita.

    A ação judicial argumenta que a Meta projeta deliberadamente suas plataformas para estimular o vício e que a empresa teria enganado os consumidores acerca dos riscos de segurança atrelados ao uso prolongado. Até o fechamento desta reportagem, a Meta não havia se manifestado oficialmente sobre as novas exigências da Flórida.

    O histórico de embates entre estados e a Meta

    O movimento da Flórida ocorre em um cenário onde dezenas de estados americanos já movem processos semelhantes contra a dona do Instagram. Em agosto, a Meta chegou a um acordo com 48 estados e Washington, D.C., comprometendo-se a investir até US$ 18 bilhões em melhorias de segurança e ajustes operacionais. No entanto, o procurador James Uthmeier, filiado ao Partido Republicano, optou por não aderir ao pacto.

    Para a procuradoria da Flórida, o acordo nacional foi insuficiente, sendo classificado na petição como um "mero puxão de orelha". A expectativa é que, ao exigir medidas mais rigorosas — como o bloqueio total de mensagens após o limite diário e a proibição de publicidade direcionada para menores —, o estado consiga estabelecer um precedente jurídico que force mudanças estruturais mais profundas no modelo de negócio da Big Tech.

    A discussão sobre o controle do tempo de tela e a proteção de dados de jovens segue como um dos temas mais relevantes para pais, educadores e gestores públicos. O gabinete de Uthmeier reforçou que, como a Meta já possui a tecnologia necessária para implementar essas mudanças, a solicitação é perfeitamente viável e deve ser cumprida para evitar danos maiores à saúde mental da nova geração.

    Fonte: G1 · publicado originalmente em 07/10/2026 às 13:46 (horário de Boa Vista).

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