Fogo no Parquinho: Alcolumbre reage a pressão da oposição e traz à tona polêmica de R$ 130 milhões para filme de Bolsonaro
O clima esquentou no Senado! Davi Alcolumbre não ficou calado diante das cobranças da oposição e lembrou o polêmico pedido de R$ 130 milhões para a produção de um filme sobre a vida de Bolsonaro.
Se você achava que o clima no Senado Federal estava morno, é melhor preparar a pipoca. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu chutar o balde nesta quarta-feira (2) e resolveu responder à altura as pressões que vem sofrendo da ala bolsonarista. O centro da discórdia? O eterno cabo de guerra envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e um pedido milionário — bota milionário nisso — para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O contra-ataque de Alcolumbre
Durante a sessão plenária, Alcolumbre, que geralmente mantém um tom mais comedido, não escondeu o incômodo com as cobranças incessantes sobre os pedidos de impeachment contra Moraes. Mas, em vez de apenas se defender, ele resolveu atacar com uma lembrança indigesta para a oposição: o caso dos R$ 130 milhões solicitados ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do documentário 'Dark Horse', que conta a trajetória de Bolsonaro.
"Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes", disparou o senador. O recado foi direto para a bancada do PL, que tem subido o tom contra a presidência do Senado, alegando uma suposta omissão de Alcolumbre em relação aos pedidos de afastamento de ministros da Suprema Corte.
Entenda a treta do filme 'Dark Horse'
Para quem caiu de paraquedas, o imbróglio envolve conversas que vieram à tona sobre o financiamento de uma produção cinematográfica exaltando Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria sido o articulador desse aporte financeiro junto a Daniel Vorcaro. Recentemente, a revista 'piauí' revelou que novos repasses, na casa de US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 9 milhões), teriam sido feitos em setembro de 2025, logo após cobranças de parcelas atrasadas feitas pelo próprio Flávio.
Alcolumbre usou esse fato para sugerir que a oposição está tentando criar uma cortina de fumaça. Segundo ele, enquanto o foco está totalmente em Alexandre de Moraes e nas supostas articulações políticas do ministro com o governo Lula, escândalos financeiros que tocam diretamente a família Bolsonaro acabam sendo empurrados para debaixo do tapete pela narrativa oposicionista.
Pressão por impeachment e o 'filtro' de Alcolumbre
Do outro lado do ringue, senadores como Carlos Portinho (PL-RJ) não deram trégua. Portinho chegou a dizer que Alcolumbre tem a chance de entrar para a história "pela porta da frente" se abrir o processo de impeachment contra Moraes, ou sair "pelos fundos" junto com o ministro. A retórica é pesada e visa emparedar o presidente do Senado, que hoje é o único com poder legal para dar andamento ou engavetar essas denúncias.
Atualmente, existem nada menos que 109 pedidos de impeachment aguardando análise no Senado. Alcolumbre, no entanto, mantém a calma (ou a estratégia) e afirma não ter prazo para tomar essa decisão. Ele sabe que, no tabuleiro político de Brasília, essa é uma das peças mais valiosas que ele possui. Admitir uma denúncia dessas não é apenas um ato jurídico, é uma declaração de guerra institucional que poderia paralisar o país.
A conexão Moraes-Vorcaro
O tempero extra nessa história toda são as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo sugere que o ministro teria discutido com o empresário a possibilidade de uma operação da Polícia Federal que poderia atingi-lo. Esse é o argumento principal da oposição para dizer que Moraes extrapolou suas funções e agiu politicamente. Para Flávio Bolsonaro, o ministro virou uma espécie de "articulador político" de luxo para o governo Lula, atravessando as competências do Legislativo.
O que esperar daqui para frente?
O embate no Senado reflete uma polarização que parece longe de um fim. De um lado, a oposição tenta a todo custo desgastar o STF e, por tabela, o governo federal. Do outro, Davi Alcolumbre joga com o tempo e usa as fragilidades dos próprios acusadores para equilibrar o jogo. Ao citar os R$ 130 milhões, Alcolumbre lembrou a todos que, em Brasília, telhado de vidro é o que não falta.
Enquanto o filme 'Dark Horse' segue seu cronograma (e seus financiamentos nebulosos), a política brasileira continua produzindo roteiros muito mais dramáticos e imprevisíveis do que qualquer cinema seria capaz de reproduzir. O próximo capítulo dessa novela deve envolver a análise técnica desses pedidos de impeachment, mas, no fundo, todo mundo sabe que a decisão final será puramente política.
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Perguntas Frequentes
O que Davi Alcolumbre disse sobre o filme de Bolsonaro?
Alcolumbre afirmou que a oposição esqueceu o pedido de R$ 130 milhões feito ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre Bolsonaro, focando as críticas apenas no ministro Alexandre de Moraes.
Qual é o valor do financiamento do filme 'Dark Horse'?
Segundo denúncias e reportagens, o valor solicitado chegou a R$ 130 milhões, com repasses recentes confirmados de aproximadamente US$ 1,6 milhão.
Por que a oposição quer o impeachment de Alexandre de Moraes?
A oposição alega que o ministro atua como articulador político do governo Lula e cita trocas de mensagens suspeitas com o empresário Daniel Vorcaro sobre operações da PF.
Quantos pedidos de impeachment contra ministros do STF existem no Senado?
Atualmente, existem 109 pedidos aguardando análise pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Quem decide sobre a abertura do processo de impeachment de um ministro do STF?
A decisão inicial de admitir ou arquivar a denúncia é exclusiva do presidente do Senado Federal.
