POLÍTICA

    Fraude nas urnas: assinatura no caderno não garante auditoria

    Vídeos virais que circulam nas redes sociais incentivam eleitores a assinarem o caderno de votação sob a justificativa de evitar fraudes; TSE desmente a tese.

    FONTE: G126 de outubro de 2026
    Urna eletrônica sendo utilizada em seção eleitoral para combater a desinformação sobre fraude nas urnas no Brasil
    Reprodução/Internet

    Entenda por que a assinatura no caderno de votação não previne fraude nas urnas

    Uma onda de desinformação tem circulado nas redes sociais nos últimos dias, orientando eleitores a exigirem a assinatura no caderno de votação como um mecanismo de segurança contra fraude nas urnas. O conteúdo, que viralizou no Instagram e Facebook, sugere erroneamente que este procedimento seria a única forma de garantir a legitimidade do pleito e facilitar auditorias futuras.

    Em nota oficial divulgada no domingo (25), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classificou a alegação como falsa. De acordo com a autoridade eleitoral, a orientação é enganosa e não possui qualquer respaldo técnico ou jurídico no processo de votação brasileiro.

    Por que a biometria dispensa a assinatura?

    O sistema eleitoral brasileiro é baseado na confirmação da identidade do eleitor através da biometria. Quando o eleitor é habilitado por meio de sua impressão digital, o comparecimento já está devidamente registrado no sistema da urna eletrônica. Portanto, a assinatura física no caderno torna-se desnecessária, sendo exigida apenas em casos excepcionais onde a biometria falha após quatro tentativas consecutivas ou quando o eleitor precisa informar o ano de nascimento para completar a habilitação.

    Auditoria do voto: o que realmente conta na eleição

    O TSE reforça que o que valida o processo eleitoral é o voto digitado e confirmado pelo próprio cidadão na urna. A conferência dos resultados não depende de assinaturas manuais, mas sim do Boletim de Urna (BU). Este documento, impresso imediatamente após o encerramento da votação em cada seção eleitoral, apresenta o total de votos computados e é disponibilizado publicamente para consulta e cruzamento de dados.

    A insistência na assinatura do caderno, além de ser ineficaz para fins de auditoria, pode gerar aglomerações e atrasar o fluxo de votação nas seções eleitorais. O órgão reforça que os mesários possuem orientações claras para lidar com qualquer intercorrência e que os eleitores não precisam adotar medidas por conta própria para proteger seu voto.

    Para verificar os resultados oficiais e entender o funcionamento das auditorias, o cidadão deve consultar o portal oficial do TSE e os dados disponibilizados pelo sistema de apuração, que permitem a fiscalização transparente por partidos e observadores externos.

    Fonte: G1 · publicado originalmente em 25/10/2026 às 18:05 (horário de Boa Vista).

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    Perguntas Frequentes

    A assinatura no caderno de votação é obrigatória?

    Não. A assinatura só é obrigatória caso a biometria não seja reconhecida após quatro tentativas e o eleitor precise informar seu ano de nascimento para confirmar a identidade.

    Como posso conferir se o meu voto foi registrado corretamente?

    A conferência é feita por meio do Boletim de Urna (BU), que é impresso em cada seção ao final da votação e disponibilizado pelo TSE para consulta pública.

    O que devo fazer se houver algum problema na minha seção?

    Os mesários são treinados para resolver intercorrências. Caso haja qualquer irregularidade, o eleitor deve reportar ao mesário responsável da seção, que tomará as providências previstas pelo Código Eleitoral.

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