Governo de Roraima retoma cirurgias pós-bariátricas via SUS
Após um período de interrupção, o Governo de Roraima retomou as cirurgias reparadoras pós-bariátricas para pacientes da rede pública de saúde.
Retomada do projeto de cirurgias pós-bariátricas em Roraima
O Governo de Roraima retomou, nesta semana, o projeto de cirurgias reparadoras pós-bariátricas voltado para pacientes que aguardam pelo procedimento através do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Saúde (SESAU), visa atender uma demanda reprimida que, em alguns casos, espera pela intervenção há mais de uma década.
Até o momento, oito pacientes já foram atendidos pelo projeto. Paralelamente, os demais integrantes da fila de espera, que totaliza cerca de 116 pessoas no estado, estão sendo convocados para consultas e avaliações rigorosas com cirurgiões plásticos. O objetivo é verificar as condições clínicas e garantir que os pacientes estejam aptos para a realização do procedimento com segurança.
Qual a importância da cirurgia reparadora após bariátrica?
Muitos pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica enfrentam o acúmulo excessivo de pele após a perda significativa de peso. Esse quadro, além da questão estética, pode gerar limitações físicas, dificuldades na realização de movimentos cotidianos e prejuízos à qualidade de vida. A cirurgia reparadora busca atenuar essas barreiras, devolvendo a mobilidade e o conforto aos pacientes.
Para a médica veterinária Ingryd Kathryn Mota, de 44 anos, que aguarda pelo procedimento há 11 anos, a cirurgia representa um passo fundamental para o bem-estar. "Não é só porque quer ficar bonito, é qualidade de vida que estamos procurando", afirma. O sentimento é compartilhado pela enfermeira Thalita Almeida, de 47 anos, que relata dificuldades em atividades diárias e o impacto psicológico causado pelo excesso de pele.
Como solicitar avaliação para cirurgia plástica pelo SUS em Roraima?
O cirurgião plástico Kyldery Cavalcante destaca que a finalidade principal é funcional. O projeto busca proporcionar liberdade para atividades físicas e a melhoria da autoimagem. Para que o paciente seja elegível, é necessário cumprir requisitos técnicos, como a estabilidade de peso.
O protocolo médico considera, via de regra, um Índice de Massa Corporal (IMC) de até 28, podendo atingir 30 em situações específicas. Além disso, é indispensável a manutenção do acompanhamento nutricional, visto que a correção de deficiências vitamínicas é um pré-requisito obrigatório antes de qualquer intervenção cirúrgica.
Se você já realizou a cirurgia bariátrica pelo SUS e ainda não passou pela avaliação para a cirurgia reparadora, o caminho é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Nas unidades, as equipes orientam sobre o fluxo e realizam o encaminhamento necessário para a Policlínica Coronel Mota, onde o projeto está centralizado.
Fonte: Folha BV · publicado originalmente em 03/10/2026 às 06:08 (horário de Boa Vista).
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