Governo federal amplia combate aos incêndios no Amazonas
Com um salto de 116% nas queimadas, governo federal envia reforços aéreos e militares para conter a crise ambiental no Amazonas.
Aumento drástico de incêndios no Amazonas exige resposta imediata
Diante do agravamento da crise ambiental, o governo federal anunciou, neste sábado (17), o envio de cinco novas aeronaves para reforçar o combate aos incêndios no Amazonas. A medida visa conter o avanço das chamas, que registraram um aumento alarmante de 116% nos focos de calor entre 1º de janeiro e 12 de outubro de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 7.815 ocorrências.
Reforço aéreo e mobilização militar na região
Com a nova remessa, a frota destinada ao combate aos incêndios no Amazonas passará de 11 para 16 aeronaves operacionais. O reforço inclui um segundo avião militar KC-390, capaz de lançar até 19 mil litros de água por incursão, juntando-se a outro modelo similar de 12 mil litros. Além das aeronaves de carga, o governo mobilizou helicópteros para o transporte de equipes especializadas e equipamentos necessários para o acesso a áreas remotas.
A operação contará também com o apoio de militares e policiais federais. Embora o efetivo total de agentes ainda não tenha sido definido, a estratégia busca maior agilidade na supressão das chamas.
Investigações e suporte à saúde em Manaus
Além da estrutura de combate, o governo federal destinou R$ 14 milhões para ações emergenciais e anunciou a instalação de uma base da Força Nacional do SUS em Manaus. A estrutura visa atender a população afetada pela baixa qualidade do ar, que já impacta o cotidiano na capital amazonense.
O governo também informou que intensificará as investigações sobre a origem das queimadas, com foco em relatos de incêndios provocados deliberadamente. A fiscalização será acompanhada de perto por uma comitiva ministerial que chega a Manaus neste domingo (18), composta pelos ministros do Meio Ambiente, Justiça, Defesa e Integração Regional.
Desafios logísticos diante da fumaça
A operação enfrenta desafios severos. No sábado (17), a densa fumaça que encobre a capital amazonense impediu a decolagem de aeronaves nos dois aeroportos utilizados como base para as operações. De acordo com o Ibama, a visibilidade reduzida compromete a segurança das tripulações e o sucesso das missões de lançamento de água.
Para obter informações atualizadas sobre a qualidade do ar e orientações de saúde, a população deve acompanhar os boletins emitidos pela Secretaria de Saúde do Amazonas e pelos órgãos de monitoramento ambiental.
Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 17/10/2026 às 18:39 (horário de Boa Vista).
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