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    Governo Trump realiza operação contra Ilhan Omar por política

    A residência da deputada Ilhan Omar foi alvo de uma operação federal nesta segunda-feira (12), em um movimento que democratas classificam como abuso de poder.

    FONTE: G112 de outubro de 2026
    Deputada Ilhan Omar durante entrevista coletiva em Minnesota, em meio à política de investigações do governo Trump.
    Reprodução: G1

    Governo Trump realiza operação contra Ilhan Omar por política

    Agentes federais dos Estados Unidos realizaram, na madrugada desta segunda-feira (12), uma operação na residência da deputada federal democrata Ilhan Omar, localizada na região de Washington. A ação, confirmada por fontes ligadas à investigação, apura uma suposta fraude imigratória envolvendo documentos da parlamentar, que nasceu na Somália, datados de sua infância.

    O episódio ocorre em um momento de alta tensão política, a pouco mais de três semanas das eleições de meio de mandato. A deputada, que é uma voz progressista proeminente e crítica frequente do ex-presidente Donald Trump, classificou a investida como uma tentativa de intimidação.

    Entenda a investigação sobre a política de imigração dos EUA

    Tom Homan, responsável pela política de fronteiras da gestão Trump, confirmou que a investigação é conduzida pelo Departamento de Justiça em conjunto com o Departamento de Segurança Interna. O secretário da pasta, Markwayne Mullin, já havia sinalizado anteriormente que medidas seriam tomadas em relação ao histórico migratório da família de Omar. Em declarações públicas, Mullin sugeriu que, caso irregularidades fossem comprovadas, o governo buscaria a deportação da congressista.

    Repercussão e acusações de abuso de poder

    A operação provocou uma onda de críticas entre os democratas. O líder do partido na Câmara, Hakeem Jeffries, juntamente com outros parlamentares, emitiu uma nota classificando a ação como "profundamente perturbadora". Segundo o grupo, o uso do governo federal como ferramenta contra adversários políticos ameaça a integridade das instituições democráticas.

    O governador de Minnesota, Tim Walz, também se manifestou, afirmando que a operação é um claro abuso de autoridade por parte do Executivo para desestabilizar a oposição antes das urnas. Historicamente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos evita ações investigativas contra figuras políticas nos 60 dias que antecedem um pleito, visando não influenciar o resultado eleitoral.

    Histórico de tensões com o governo Trump

    Ilhan Omar tem sido alvo constante de ataques verbais por parte de Trump, que frequentemente utiliza a origem somali da deputada em seus discursos. Analistas apontam que a investigação integra um padrão mais amplo de pressão contra críticos do governo, que já atingiu ex-diretores do FBI e outros opositores políticos durante o atual mandato.

    Enquanto a investigação segue sob sigilo, o cenário eleitoral em Minnesota permanece polarizado. A deputada, que busca seu quinto mandato, sustenta que não será silenciada pelas medidas adotadas pela atual administração, reforçando que o processo é uma escalada em uma campanha de difamação que já perdura uma década.

    Fonte: G1 · publicado originalmente em 12/10/2026 às 15:38 (horário de Boa Vista).

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