Guerra da Ucrânia: EUA anunciam cessar-fogo energético e Zelenski reage
Em anúncio via rede social, o presidente americano Donald Trump declarou uma trégua imediata em ataques a infraestruturas energéticas, gerando surpresa em Kiev.
O anúncio de um cessar-fogo na Guerra da Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua plataforma digital neste domingo (11) para anunciar o que classificou como um "cessar-fogo energético" no conflito entre Rússia e Ucrânia. Segundo o mandatário americano, ambos os países teriam concordado em interromper as investidas contra infraestruturas estratégicas de energia com efeito imediato.
O comunicado, feito na rede Truth Social, foi breve e direto: "Com efeito imediato, há um cessar-fogo energético na guerra entre Rússia e Ucrânia. As partes concordaram. Não o quebrem!". Apesar da afirmação, o governo de Kiev, liderado por Volodimir Zelenski, manifestou desconhecimento sobre os termos do suposto acordo.
Zelenski condiciona trégua a ações de Putin
Em resposta à declaração de Trump, o presidente ucraniano afirmou ter sido pego de surpresa. Contudo, Zelenski reiterou que o governo ucraniano está disposto a respeitar a medida, desde que a contraparte, a Rússia, também se comprometa formalmente com a interrupção dos ataques.
A situação ocorre em um momento de alta tensão diplomática. Na véspera, Trump sugeriu que a Ucrânia deveria buscar um novo líder e criticou a estratégia de Kiev de atacar refinarias russas, além de questionar a ausência de eleições no país sob o regime de lei marcial instaurado em fevereiro de 2022.
Eleições na Ucrânia e exigências de Washington
Sobre as pressões para a realização de um novo pleito eleitoral, Zelenski foi enfático ao defender a soberania ucraniana. Em entrevista ao canal americano ABC, o presidente afirmou que cabe exclusivamente ao povo ucraniano a decisão sobre quem deve liderar a nação.
Zelenski propôs um caminho para a normalização política no país: a concessão de um cessar-fogo total por 60 dias. Segundo o líder, esse período seria o prazo necessário para a organização de um processo eleitoral. "Digam a Putin que nos conceda 60 dias de cessar-fogo total, e organizaremos eleições", declarou. A proposta coloca a bola no campo de Moscou e da diplomacia conduzida por Washington para viabilizar qualquer avanço concreto na Guerra da Ucrânia.
O desenrolar desta crise continua sendo monitorado por observadores internacionais, enquanto o cenário de combates permanece instável, apesar da promessa de trégua energética feita pela Casa Branca.
Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 11/10/2026 às 12:15 (horário de Boa Vista).
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