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    Guerra da Ucrânia: Zelenski busca apoio na Europa após atritos com Trump

    Em visita a Bruxelas, Volodimir Zelenski enfrenta isolamento político dos EUA e busca garantir o suporte europeu diante da escalada da guerra.

    FONTE: FOLHA DE S.PAULO16 de outubro de 2026
    Volodimir Zelenski em reunião diplomática em Bruxelas discutindo os impactos da Guerra da Ucrânia na segurança europeia
    Reprodução: Folha de S.Paulo

    Guerra da Ucrânia: Zelenski busca apoio na Europa após atritos com Trump

    Em um momento de tensão geopolítica, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, esteve em Bruxelas nesta sexta-feira (16) para uma série de reuniões com líderes europeus. O encontro ocorre em um cenário de profundo desgaste diplomático entre Kiev e a administração de Donald Trump, levantando dúvidas sobre o futuro do suporte militar ao país.

    Por que o apoio à Guerra da Ucrânia preocupa os aliados?

    Zelenski expressou publicamente sua frustração com a guinada americana, que tem priorizado acordos comerciais com a Rússia — incluindo a compra de diesel — em detrimento da manutenção do suporte tecnológico à defesa ucraniana. Questionado por jornalistas se estaria sendo usado como um "bode expiatório" para os problemas internos de Trump, o líder ucraniano respondeu com um sorriso irônico, evitando uma negativa direta.

    A crise de confiança entre os dois líderes é agravada pela limitação da inteligência americana, essencial para que a Ucrânia intercepte ataques balísticos russos. A dependência de sistemas como a tecnologia de satélite Starlink, de Elon Musk, coloca a Ucrânia em uma posição vulnerável caso os EUA decidam restringir o acesso a esses dados em nome de seus interesses domésticos.

    Europa consegue suprir as necessidades militares de Kiev?

    Durante a cúpula, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, admitiu que a União Europeia, atualmente, não possui capacidade para substituir a inteligência tecnológica fornecida pelos Estados Unidos. O bloco europeu tem se esforçado para fornecer o mínimo necessário, como o envio de mísseis antiaéreos do sistema Patriot para proteger a infraestrutura ucraniana durante o rigoroso inverno na região.

    O suporte europeu, embora reafirmado como um compromisso moral e político, encontra limites técnicos. A única notícia positiva para o governo ucraniano foi a promessa da Bélgica de enviar caças F-16 usados ao final deste ano, um esforço que busca reforçar a soberania do país sob ataque constante de Moscou desde 2022.

    A situação reforça o isolamento de Zelenski, que tenta equilibrar a sobrevivência de sua nação diante de um cenário eleitoral americano que coloca em xeque a continuidade da assistência militar ao conflito. O governo ucraniano segue em busca de garantias de segurança que não dependam exclusivamente do volátil cenário político dos Estados Unidos.

    Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 16/10/2026 às 09:15 (horário de Boa Vista).

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