Guilherme Cortez solicita que PF amplie investigação sobre intolerância religiosa
O deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) protocolou uma representação na Polícia Federal para que a apuração sobre vandalismo contra templos seja ampliada.
Deputado busca apurar ataques a símbolos religiosos no Brasil
O deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) formalizou, nesta semana, uma representação junto à Polícia Federal (PF) solicitando que a corporação amplie a investigação sobre os recentes casos de intolerância religiosa registrados no país. O parlamentar busca que novos atos de vandalismo contra símbolos e templos, ocorridos em cidades de São Paulo e Minas Gerais, sejam integrados ao inquérito já existente.
Como a Polícia Federal investiga a intolerância religiosa?
A apuração sobre o tema foi iniciada em setembro, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. O inquérito foi aberto em um contexto de tensão social, após a circulação de informações sobre a suposta retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora. Cortez argumenta que é preciso verificar se há uma articulação criminosa por trás desses atos.
"Recomenda-se a verificação de possíveis vínculos entre os envolvidos, inclusive quanto à existência de comunicações, estímulos externos, orientações comuns ou outras formas de participação organizada", destacou o parlamentar no documento enviado à PF. O objetivo é identificar se existe um padrão coordenado por trás da depredação de imagens sacras e se alguma autoridade pública teria envolvimento direto ou indireto nas ações.
Reforço na segurança em eventos e procissões religiosas
Além da investigação criminal, o deputado solicitou que a PF estabeleça uma articulação imediata com as polícias estaduais. A medida visa garantir o reforço na segurança pública durante o período próximo ao feriado de Nossa Senhora Aparecida, especialmente em municípios onde a realização de procissões e eventos religiosos demanda maior proteção aos fiéis.
Segundo o parlamentar, a prevenção é fundamental para evitar que o clima de hostilidade resulte em novas ocorrências. A avaliação de riscos deve ser feita de forma institucional, focando nas áreas com maior concentração de participantes, assegurando o direito constitucional ao livre exercício de crença e culto em todo o território nacional, conforme reportado originalmente pela Folha de S.Paulo.
Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 11/10/2026 às 05:00 (horário de Boa Vista).
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