Incêndio na UFPE: terceiro caso em menos de duas semanas
Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco registra novo foco de fogo, afetando laboratórios de pesquisa; instituição e MEC apuram as causas.
Incêndio na UFPE deixa rastro de danos em laboratórios
Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite desta quarta-feira (7), uma das edificações do campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O incidente, que mobilizou o Corpo de Bombeiros, causou danos significativos à estrutura física do local e a equipamentos de pesquisa, embora a instituição tenha confirmado, oficialmente, que não houve feridos.
De acordo com informações da própria UFPE, o edifício abrigava laboratórios estratégicos voltados para as áreas de fármacos, informática e genética. A propagação das chamas foi facilitada pela presença de reagentes e produtos químicos armazenados no local, o que exigiu um trabalho intenso das equipes de combate ao fogo para o controle da situação.
Série de incêndios em instalações da UFPE preocupa comunidade acadêmica
O ocorrido desta semana acende um sinal de alerta, pois este é o terceiro incêndio na UFPE registrado em um intervalo de menos de duas semanas. No dia 30 de setembro, o Laboratório de Óptica Não-Linear, vinculado ao departamento de Física, foi atingido pelo fogo. Poucos dias depois, no domingo (4), um novo sinistro foi reportado no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, localizado no Centro de Biociências. Até o momento, a universidade informou que os dois casos anteriores ficaram restritos às salas onde tiveram início, sem registro de vítimas.
Apoio e investigação sobre o incêndio na UFPE
Em nota oficial divulgada na madrugada desta quinta-feira (8), a administração da universidade lamentou profundamente o episódio. A instituição destacou o impacto negativo para o cronograma de pesquisas científicas e manifestou solidariedade aos professores e pesquisadores que perderam parte de seus trabalhos. Em paralelo, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, utilizou suas redes sociais para colocar a pasta à disposição, oferecendo apoio institucional para a recuperação das áreas afetadas.
Embora a causa específica deste último incêndio ainda não tenha sido confirmada pelas perícias técnicas, a sucessão de eventos em um período tão curto gera questionamentos sobre as condições de segurança e manutenção das instalações laboratoriais. A Agência Brasil acompanhou o desdobramento dos fatos, reforçando que as investigações seguem para determinar se há nexo entre as ocorrências recentes.
A comunidade acadêmica aguarda agora orientações sobre a retomada das atividades nos laboratórios interditados e possíveis medidas de reforço nos protocolos de prevenção contra incêndios em todo o campus, buscando garantir a integridade de alunos, servidores e do patrimônio científico da universidade.
Fonte: Agência Brasil · publicado originalmente em 08/10/2026 às 07:44 (horário de Boa Vista).
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