Investigação da PF sobre Marcelo Queiroz apura fraudes
Segunda fase da Operação Castratio mira o deputado federal Marcelo Queiroz em investigação sobre supostas irregularidades em contratos de castração de animais no Rio.
Operação Castratio mira Marcelo Queiroz em investigação de fraudes
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (27), a segunda fase da Operação Castratio, ação que apura suspeitas de irregularidades em contratos milionários destinados à castração e esterilização de animais no estado do Rio de Janeiro. Entre os alvos principais da investigação está o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), ex-titular da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
A nova etapa da operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro por prerrogativa de função do parlamentar, resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói. Segundo as autoridades, o montante envolvido nos contratos sob suspeita gira em torno de R$ 200 milhões.
O que diz a defesa do parlamentar sobre a investigação
Em nota oficial enviada à imprensa, os advogados Pedro Ivo Velloso e João Paulo Ferraz, que representam Marcelo Queiroz, negaram qualquer envolvimento do político em atos ilícitos. A defesa ressaltou que o parlamentar "jamais participou ou teve conhecimento de qualquer ilegalidade" e que os contratos firmados durante sua gestão na Seapa passaram pelo crivo do Tribunal de Contas e da Controladoria sem apontamentos de irregularidades.
Os representantes do deputado destacaram ainda que ele foi o idealizador do programa de castração gratuita no estado e que, desde o início das apurações, tem colaborado voluntariamente com as autoridades para prestar os esclarecimentos necessários, reafirmando sua confiança nas instituições investigadoras.
Extensão da suposta organização criminosa
A Polícia Federal informou que o material apreendido durante a primeira fase da operação, realizada em maio, foi fundamental para o avanço das investigações. A partir da análise dos documentos e dados coletados, os agentes buscam agora mapear a extensão da suposta organização criminosa que operava nos contratos da pasta de Agricultura.
Conforme os levantamentos preliminares, os fatos apurados podem configurar crimes graves, incluindo peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. A Folha de S.Paulo acompanhou o desdobramento do caso, que segue sob sigilo judicial para garantir a continuidade das diligências.
O desfecho desta investigação pode impactar diretamente a gestão de verbas públicas destinadas à causa animal no Rio. O caso segue em análise pelo STF, e novas etapas não estão descartadas conforme a análise do material apreendido nesta terça-feira.
Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 27/10/2026 às 10:26 (horário de Boa Vista).
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