Irã mantém Estreito de Ormuz fechado até cumprimento de condições
O presidente do Parlamento iraniano declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que as sete condições acordadas com os EUA sejam totalmente atendidas.
Por que o Irã mantém o bloqueio no Estreito de Ormuz?
O governo do Irã reforçou neste domingo (4) que a reabertura do Estreito de Ormuz está condicionada ao cumprimento integral de sete exigências estabelecidas em um memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos em junho. A declaração foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, e repercutida pela imprensa estatal.
A via navegável, que é uma das rotas mais críticas para o mercado global de commodities, permanece sob controle iraniano. Antes do início das hostilidades em fevereiro, após ataques conjuntos de EUA e Israel ao território iraniano, o estreito era responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos mundialmente.
Negociações e o papel do Catar no Estreito de Ormuz
Durante a Assembleia Geral da ONU, Teerã apresentou uma proposta técnica que permitiria a normalização da passagem marítima em um prazo de sete dias, desde que os termos do acordo fossem seguidos. O Catar, atuando como mediador, tem facilitado a comunicação entre Washington e Teerã na busca por uma solução diplomática que encerre o impasse.
Apesar das tratativas, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que as propostas norte-americanas ainda não atenderam às expectativas iranianas, especialmente no que tange a medidas concretas de segurança na região. Segundo Baghaei, o foco atual de Teerã é estritamente a viabilidade da via navegável, negando ainda qualquer negociação direta sobre o programa nuclear iraniano em troca de alívio de sanções.
O fim das exigências unilaterais
Qalibaf, que lidera as negociações pelo lado iraniano, foi enfático ao declarar que "o período de prolongamento do processo diplomático e de imposição de exigências unilaterais chegou ao fim". O impasse atual reside na divergência sobre a cronologia e a sequência das medidas de construção de confiança entre as duas nações.
Enquanto o cenário permanece incerto, o impacto sobre os preços globais de energia continua a ser monitorado de perto por mercados internacionais. A expectativa é que as próximas rodadas de mediação, mediadas pelo Catar, determinem se haverá abertura para a retomada do fluxo marítimo ou se a tensão na região persistirá nos próximos meses.
Fonte: Agência Brasil · publicado originalmente em 04/10/2026 às 07:54 (horário de Boa Vista).
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