Israel prende 10 suspeitos de ataques na Cisjordânia
Ação policial ocorre após pressão de aliados internacionais devido a agressões contra jornalistas e diplomatas na região.
Israel prende 10 suspeitos de ataques na Cisjordânia
A polícia israelense confirmou, nesta segunda-feira (19), a prisão de dez suspeitos de envolvimento em uma série de ataques realizados por colonos na Cisjordânia ocupada durante o último fim de semana. A operação, que contou com a participação das forças militares e do serviço de segurança interna (Shin Bet), ocorre em um momento de escalada de violência na região.
Por que Israel prendeu suspeitos na Cisjordânia?
A medida foi impulsionada pela pressão diplomática internacional após agressões contra uma fotojornalista do jornal The Washington Post, Heidi Levine, e membros de delegações diplomáticas da França, Bélgica e Polônia. O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, classificou as prisões como um passo positivo para responsabilizar os autores da violência.
Aumento da violência na Cisjordânia em 2026
Dados da organização de direitos humanos Yesh Din indicam que, desde o dia 27 de setembro, foram registrados ao menos 170 ataques de colonos contra palestinos. A situação é agravada pelo período de colheita de azeitonas e pela proximidade das eleições israelenses, marcadas para o dia 27 de outubro. Segundo as autoridades locais, os detidos — todos cidadãos israelenses — são investigados por atos violentos, desobediência a ordens militares e construções ilegais em zonas restritas.
A comunidade internacional continua monitorando os desdobramentos na Cisjordânia, enquanto o governo de Israel enfrenta o desafio de conter as incursões de colonos armados que têm afetado ativistas, profissionais da imprensa e observadores estrangeiros na área.
Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 19/10/2026 às 11:11 (horário de Boa Vista).
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