MUNDO

    Itália aprova reforma eleitoral de Meloni que altera peso dos votos

    A Câmara dos Deputados da Itália aprovou, nesta quinta-feira (8), mudanças no sistema eleitoral que favorecem a governabilidade e alteram o peso dos votos dos italianos no exterior.

    FONTE: FOLHA DE S.PAULO08 de outubro de 2026
    Giorgia Meloni discursa na Câmara dos Deputados durante sessão sobre a reforma eleitoral na Itália em Roma
    Reprodução: Folha de S.Paulo

    Reforma eleitoral na Itália altera sistema de votação

    A Câmara dos Deputados da Itália aprovou, nesta quinta-feira (8), uma reforma na lei eleitoral proposta pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. A medida, que altera a dinâmica de distribuição de cadeiras no Parlamento, entra em vigor pouco antes das eleições gerais previstas para o primeiro semestre de 2027.

    O governo defende que a mudança é essencial para garantir a reforma eleitoral na Itália, promovendo maior estabilidade política e assegurando a formação de coligações sólidas. Por outro lado, a oposição critica a manobra, classificando-a como uma tentativa de autofavorecimento para evitar derrotas eleitorais da direita.

    Como fica a votação para italianos no exterior?

    Uma das alterações mais significativas impacta diretamente a comunidade italiana fora do país. O sistema, que anteriormente contava com quatro colégios eleitorais para votantes no exterior, foi reduzido para apenas dois: Europa e o resto do mundo. A medida limita o alcance da representação de quem vive fora da península, gerando debates sobre o impacto nas futuras eleições legislativas.

    O fim do sistema misto e a adoção do proporcional puro

    A legislação substitui o sistema misto, vigente desde 2017, pelo chamado "proporcional puro". Sob as novas regras, as cadeiras serão distribuídas estritamente conforme o desempenho de cada partido nas urnas. Para garantir a governabilidade, o projeto introduz um prêmio: a coligação que atingir ao menos 42% dos votos válidos receberá um reforço de 70 deputados e 35 senadores, respeitando um teto estabelecido para ambas as casas.

    Tensões políticas e aprovação definitiva

    A aprovação ocorreu após meses de impasses e disputas internas na coalizão governista. Em julho, parte do projeto chegou a ser rejeitada devido a votos secretos de parlamentares da própria base. Após ajustes e a aprovação no Senado em setembro, o texto recebeu o aval definitivo da Câmara com 227 votos favoráveis e 164 contrários.

    Segundo relatos de bastidores citados pela Folha de S.Paulo, a própria primeira-ministra teria condicionado a continuidade de sua gestão à aprovação da matéria, sinalizando que poderia renunciar caso a proposta fosse derrotada.

    As mudanças alteram profundamente o cenário político europeu e são observadas por analistas internacionais como um movimento estratégico para blindar o atual governo contra futuras fragmentações parlamentares.

    Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 08/10/2026 às 11:37 (horário de Boa Vista).

    Receba as notícias de Roraima no WhatsApp

    Entre no grupo do RORAIMA ON: as principais notícias do dia direto no seu celular. Você sai quando quiser.

    Entrar no grupo

    Ou mande QUERO para (95) 9 9116-9844 e receba o link por lá.

    Compartilhar