POLÍTICA

    Jalser Renier é preso pela PF e levado para a Penitenciária de Monte Cristo

    O ex-deputado Jalser Renier foi preso nesta quinta-feira (1º) durante a Operação Limming da Polícia Federal. Ele é investigado por corrupção eleitoral e associação criminosa.

    REDAÇÃO01 de outubro de 20263 min de leitura
    Jalser Renier é preso pela PF após revogação de soltura
    Reprodução: Internet

    Entenda a Operação Limming e a prisão de Jalser Renier

    A Polícia Federal encaminhou o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) e candidato a deputado estadual, Jalser Renier (PSDB), à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc) nesta quinta-feira (1º). O político foi preso durante a Operação Limming, que apura suspeitas de corrupção eleitoral e associação criminosa no contexto das Eleições 2026.

    A ação da PF ocorreu nas primeiras horas da manhã em Boa Vista. Além do mandado de prisão contra o ex-parlamentar, os agentes federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão. Entre os alvos das buscas estava a residência da mãe de Jalser Renier. A investigação busca desarticular um suposto esquema que utilizaria recursos financeiros para interferir no processo democrático.

    Segunda prisão de Jalser Renier em menos de dez dias

    Esta é a segunda vez que o ex-parlamentar é preso por suspeita de crimes eleitorais em um intervalo de apenas uma semana. No último dia 24 de setembro, Jalser Renier foi alvo da Operação Filargíria. Naquela ocasião, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão que resultaram na localização de uma lista com nomes de eleitores e o valor de R$ 19 mil em espécie.

    Após a primeira prisão, o candidato passou uma noite na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, mas foi colocado em liberdade após a realização da audiência de custódia e o pagamento de fiança estipulada pela Justiça. No entanto, o desdobramento das investigações e a análise dos documentos apreendidos na semana passada fundamentaram o novo pedido de prisão executado hoje.

    Bloqueio de bens e preservação de provas

    A Justiça Eleitoral determinou, além da prisão preventiva, o bloqueio de bens e valores de Jalser Renier que podem chegar a R$ 4,2 milhões. Essa medida financeira visa garantir que recursos supostamente destinados a práticas ilícitas sejam retirados de circulação e assegurar o cumprimento de futuras sanções judiciais.

    Segundo a Polícia Federal, as medidas judiciais da Operação Limming têm como finalidade principal preservar provas que ainda estão sendo colhidas e impedir qualquer tipo de interferência direta ou indireta na investigação em curso. A polícia também busca evitar que as condutas sob apuração continuem sendo praticadas durante o período eleitoral em Roraima.

    O que diz a defesa e os próximos passos

    Até o momento, a defesa de Jalser Renier não se manifestou oficialmente sobre os detalhes da Operação Limming. O espaço segue aberto para o posicionamento dos advogados do candidato. Jalser permanece à disposição da Justiça na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, onde deve aguardar os novos trâmites do processo.

    A Polícia Federal continua analisando o material apreendido nas duas operações recentes para identificar outros possíveis envolvidos no esquema de corrupção eleitoral. O caso segue sob segredo de justiça em determinadas partes da investigação para não comprometer a coleta de novos dados.

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