POLÍTICA

    Janja permanece na campanha de Lula em meio a críticas de aliados

    A primeira-dama Janja da Silva confirmou, nesta quarta-feira (7), que manterá sua atuação na campanha pela reeleição do presidente Lula, apesar das críticas internas recebidas durante reunião de coordenadores.

    FONTE: G107 de outubro de 2026
    Janja da Silva participando de evento político da campanha de Lula em busca de reeleição
    Reprodução: G1

    Janja na campanha de Lula segue confirmada

    O gabinete da primeira-dama Janja da Silva oficializou, nesta quarta-feira (7), a continuidade de sua participação na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O posicionamento ocorre após a realização de uma reunião de coordenadores, nesta terça-feira (6), em Brasília, onde sua atuação foi alvo de questionamentos por parte de aliados políticos.

    Em nota enviada ao portal G1, a equipe da primeira-dama enfatizou que a participação dela é legítima e possui o respaldo integral do presidente. "Independente do que falem, Janja seguirá na campanha. O objetivo de todos os envolvidos é um só: reeleger o presidente", declarou o comunicado.

    Por que a atuação de Janja na campanha de Lula gera debate?

    Durante a reunião da cúpula petista, a ex-senadora Kátia Abreu, coordenadora da campanha no Tocantins, expressou preocupações sobre a estratégia eleitoral do segundo turno. A parlamentar defendeu que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deveria ocupar um espaço central nas articulações, especialmente em temas como a economia.

    "A primeira-dama está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente", afirmou Kátia Abreu em entrevista à GloboNews. A ex-senadora destacou que sua fala não visa desmerecer a primeira-dama, mas sim reforçar o pragmatismo político necessário para consolidar a vitória nas urnas.

    Tensões internas e o papel de Janja na campanha de Lula

    A atuação de Janja no primeiro turno foi marcada por um perfil de alta visibilidade, incluindo discursos em comícios e a utilização de apelidos para adversários políticos, como Michelle Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira. Embora tenha tido papel ativo na organização dos eventos, a estratégia foi vista por uma ala da coordenação como um ponto de desgaste.

    Analistas políticos observam que o uso desses termos acabou, em alguns casos, gerando um efeito contrário, com os opositores apropriando-se das alcunhas em suas próprias redes sociais. A discussão interna reflete um esforço do PT para recalibrar o tom da comunicação e a distribuição de papéis entre os principais nomes do governo para a reta final do pleito.

    A campanha de Lula busca, agora, harmonizar a presença da primeira-dama com a necessidade de ampliar a imagem de moderação e experiência técnica, representada por Geraldo Alckmin. O debate sobre a participação de figuras centrais é comum em períodos de reajuste estratégico no segundo turno, momento em que as coordenações buscam maximizar o alcance dos votos indecisos.

    A coordenação nacional da campanha deve manter o foco em reuniões deliberativas para definir se haverá alterações na exposição de seus quadros principais ou se a estrutura de comunicação, que envolve influenciadores e lideranças partidárias, seguirá o curso planejado inicialmente.

    Fonte: G1 · publicado originalmente em 07/10/2026 às 16:35 (horário de Boa Vista).

    Receba as notícias de Roraima no WhatsApp

    Entre no grupo do RORAIMA ON: as principais notícias do dia direto no seu celular. Você sai quando quiser.

    Entrar no grupo

    Ou mande QUERO para (95) 9 9116-9844 e receba o link por lá.

    Compartilhar