POLÍTICA

    Lula desafia Flávio Bolsonaro sobre fim da escala 6x1 em 2026

    Em plenária, o presidente Lula questionou a postura do senador Flávio Bolsonaro quanto à redução da jornada de trabalho e detalhou propostas para a segurança.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL07 de outubro de 2026
    Presidente Lula durante discurso em plenária política discutindo o fim da escala 6x1 e diretrizes para segurança no Brasil
    Reprodução: Agência Brasil

    Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre fim da escala 6x1

    O cenário das eleições 2026 esquentou nesta quarta-feira (7). Durante uma plenária com parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT), o candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL) a declarar apoio público ao projeto que propõe o fim da escala 6x1. A medida visa garantir ao trabalhador brasileiro o direito a dois dias de folga semanais, sem qualquer redução nos vencimentos.

    Lula questionou a coerência do adversário, que tem se manifestado contrariamente à proposta de jornada reduzida. "Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente", afirmou o candidato, reforçando que a pauta é uma das bandeiras centrais de sua campanha para a classe trabalhadora.

    Entenda o debate sobre a carga horária de trabalho

    O embate ideológico em torno da reforma trabalhista e jornada 6x1 ganhou contornos nítidos. Enquanto a proposta do PT busca a padronização do descanso, Flávio Bolsonaro tem defendido a flexibilidade. Em entrevista concedida na última terça-feira (6), o senador do PL argumentou que a política deve ser pautada na "liberdade de escolha", permitindo que o empregado ajuste sua carga conforme necessidades pessoais.

    Para o presidente Lula, contudo, esse modelo é prejudicial. "Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso", disparou o petista, criticando o que considera ser uma desproteção ao trabalhador brasileiro.

    Segurança pública e propostas para o Brasil

    Além da agenda trabalhista, o encontro serviu para que Lula detalhasse as diretrizes da PEC da Segurança Pública. Segundo o presidente, a experiência recente mostrou que os estados, de forma isolada, não têm conseguido responder à altura do crime organizado, tornando necessária uma atuação mais robusta da União. O plano prevê o fortalecimento da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.

    Entre as metas estabelecidas para um eventual novo mandato, o governo planeja converter 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima. O objetivo é enfraquecer facções criminosas e centralizar a inteligência estatal. A criação de um Ministério da Segurança Pública específico também está no radar da equipe de campanha, que sintetizou a estratégia sob o lema: "Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão".

    A proposta de reforma da segurança pública e o debate sobre o fim da escala 6x1 no Brasil seguem como os principais eixos de discussão política até o pleito. Informações adicionais sobre o trâmite da PEC podem ser consultadas diretamente no portal da Agência Brasil, que acompanha os desdobramentos legislativos em Brasília.

    Fonte: Agência Brasil · publicado originalmente em 07/10/2026 às 14:52 (horário de Boa Vista).

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