POLÍTICA

    Lula inicia 2º turno com ataques focados em fascismo e Banco Master

    Presidente iniciou campanha de segundo turno com tom agressivo contra adversários, citando a gestão da pandemia e polêmicas financeiras envolvendo o Banco Master.

    FONTE: FOLHA DE S.PAULO09 de outubro de 2026
    Presidente Lula discursa em ato de campanha das eleições presidenciais com militantes ao fundo em Ceilândia
    Reprodução: Folha de S.Paulo

    Lula inicia 2º turno com ataques focados em fascismo e Banco Master

    Em seu primeiro ato oficial de campanha no segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Lula (PT) adotou um tom incisivo contra a oposição. Durante evento realizado em Ceilândia, no Distrito Federal, nesta quinta-feira (9), o petista afirmou que o Brasil não será conduzido pelo fascismo nem por figuras que, segundo ele, foram responsáveis por omissões durante a pandemia de Covid-19.

    Eleições presidenciais: a estratégia de Lula para o segundo turno

    O discurso de Lula marcou uma mudança de postura para esta etapa do pleito. Além das críticas políticas habituais, o candidato mencionou diretamente o que chamou de 'sócio do Banco Master', em uma referência indireta a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A campanha petista tem intensificado o escrutínio sobre a relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após a divulgação de áudios que sugerem pedidos de financiamento para produções audiovisuais sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A ofensiva faz parte de um esforço da coligação para reverter o cenário atual. No primeiro turno, realizado no último domingo (4), o atual presidente obteve 45,2% dos votos válidos, enquanto seu principal adversário alcançou 47%. Historicamente, desde a redemocratização, nenhum candidato que finalizou a primeira etapa na segunda posição conseguiu virar o jogo na fase final.

    Como funcionam as investigações sobre o Banco Master e a política

    O foco da campanha agora é explorar as fragilidades do adversário no campo ético e administrativo. A Polícia Federal investiga se recursos de origem privada, envolvendo o Banco Master, teriam sido destinados a atividades de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no exterior, supostamente para atuar contra autoridades judiciais brasileiras. Flávio Bolsonaro nega irregularidades e sustenta que as transações são de natureza privada e legal.

    Para o eleitor atento às eleições presidenciais, o cenário indica que o debate sobre a integridade na gestão pública e a relação entre bancos e políticos deve dominar as próximas semanas. A estratégia de Lula também prevê uma presença ampliada nas redes sociais e uma abordagem mais firme sobre segurança pública e a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).

    O futuro das eleições presidenciais e o papel do eleitor

    Com o pleito decisivo agendado para o dia 25 de outubro, a corrida eleitoral em Brasília ganha contornos de alta tensão. A mobilização de lideranças locais, como o candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass, reforça o empenho da legenda em consolidar uma base de apoio capaz de mudar o resultado obtido nas urnas na última semana. O foco permanece na tentativa de mobilizar o eleitorado indeciso por meio de uma narrativa que contrapõe o modelo de gestão do atual governo aos projetos de seus opositores.

    Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 09/10/2026 às 10:58 (horário de Boa Vista).

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