MUNDO

    Manifesto pede reação do STF e ética em meio a crise institucional

    Lideranças empresariais, economistas e intelectuais assinam documento 'Pela Lei e pelo Brasil' exigindo afastamento de investigados e transparência nas cortes superiores.

    REDAÇÃO09 de setembro de 20263 min de leitura
    Os ministros do STF André Mendonça e Alexandre de Moraes, em 2 de setembro de 2026
    Foto: Evaristo Sá/AFP

    Grupo de notáveis cobra código de ética e apuração rigorosa no Judiciário

    Um grupo multissetorial composto por autoridades, economistas, intelectuais e personalidades do setor produtivo lançou, nesta quarta-feira (9), o manifesto "Pela Lei e pelo Brasil". O documento exige uma reação do STF diante da crise institucional que se agravou com as investigações de uma fraude milionária envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. O grupo defende a criação de um código de ética rigoroso e a apuração célere de responsabilidades.

    A iniciativa ocorre em um momento de alta tensão política e jurídica. Além do manifesto dos intelectuais, entidades de peso como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) também divulgaram cartas cobrando respostas urgentes das instituições brasileiras.

    Quem são os signatários do manifesto pela reação do STF?

    A lista de 157 signatários reúne nomes de relevância nacional na economia e no empresariado. Entre os economistas, destacam-se os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga, Gustavo Franco e Persio Arida, além de André Lara Resende, Elena Landau, Ana Paula Vescovi e o ex-ministro Mailson da Nóbrega.

    O setor empresarial é representado por lideranças como Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza) e Diego Barreto (CEO do iFood). Figuras públicas como o apresentador Luciano Huck e o ex-candidato à Presidência João Amoêdo também endossam o texto, que classifica o atual cenário como reflexo de um "sistema doente".

    Documento oficial assinado por economistas exigindo transparência e reação do STF em crise institucional.

    Impacto da crise institucional e o caso Banco Master

    O texto afirma que os recentes desdobramentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal e o caso Master minam a confiança da sociedade na Justiça. Segundo os signatários, o sistema falhou ao não aplicar a si mesmo os freios que impõe aos cidadãos comuns. O manifesto cita que as suspeitas alcançam não apenas ministros, mas cúpulas da Polícia Federal, Ministério Público e do Congresso Nacional.

    As demandas centrais apresentadas às instituições são divididas em três pilares fundamentais:

    • Apuração completa: Investigação independente e rápida sobre os fatos citados;
    • Afastamento cautelar: Remoção temporária de qualquer autoridade que venha a ser formalmente investigada;
    • Código de Conduta: Criação de regras vinculantes para tribunais superiores e órgãos de investigação.

    Crise institucional afeta economia e segurança jurídica

    Para os especialistas que assinam o documento, a incerteza jurídica prejudica o ambiente de negócios e a estabilidade democrática. O manifesto ressalta que o movimento não é direcionado "contra pessoas", mas sim em defesa das instituições brasileiras, reforçando o princípio republicano de que ninguém está acima da lei.

    O documento finaliza alertando para a proximidade do calendário eleitoral e a necessidade de que as regras do jogo sejam claras e iguais para todos, garantindo a integridade dos Três Poderes em um momento crítico para a República.

    Os desdobramentos das investigações e as eventuais manifestações oficiais do Supremo Tribunal Federal sobre o código de conduta podem ser acompanhados nos canais de transparência do Poder Judiciário.

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