Meta nega ao TSE favorecimento de candidatos na eleição
Empresa de tecnologia nega favorecimento a candidaturas e destaca medidas de transparência adotadas após determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze.
Meta responde questionamentos do TSE sobre neutralidade política
Em resposta oficial enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (19), a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, refutou as acusações de que estaria promovendo tratamento desigual entre as campanhas presidenciais. A manifestação ocorreu após determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze, que exigiu esclarecimentos sobre as medidas adotadas para garantir a isonomia no pleito.
A empresa afirmou atuar com "boa-fé" e destacou que os conteúdos relacionados aos dois candidatos são tratados sob os mesmos critérios técnicos. Segundo a Meta, um documento detalhado foi anexado ao processo para demonstrar como o algoritmo e os sistemas de moderação asseguram a neutralidade, focando em regras e critérios, e não necessariamente em resultados de alcance das publicações.
Como a Meta garante a isonomia nas plataformas?
Para cumprir as diretrizes da Justiça Eleitoral, a multinacional listou uma série de ações práticas. Entre elas, a revisão humana prioritária, realizada em até duas horas, para qualquer restrição ou suspensão automática aplicada a anúncios de contas oficiais de campanha. A Meta reforçou que as contas de candidatos possuem proteções específicas para evitar interrupções indevidas durante o período eleitoral.
Sobre denúncias envolvendo a ferramenta Meta AI, que teria apresentado comportamentos distintos ao gerar imagens de apoio a candidatos, a companhia informou ter implementado filtros adicionais. A atualização visa garantir que a inteligência artificial rejeite comandos baseados nos prenomes dos postulantes, mantendo a imparcialidade do serviço.
Moderação de conteúdo e uso de IA nas eleições
A empresa também abordou a questão do uso de inteligência artificial em peças de propaganda. Conforme os dados apresentados, foram auditadas 1.204 publicações denunciadas por falta de rotulagem adequada. Desse total, 720 posts foram removidos por descumprimento das normas, enquanto 270 já possuíam a sinalização correta e 214 foram classificados como conteúdos não eleitorais.
Quanto às restrições em publicações colaborativas (*collab*), a Meta explicou que a arquitetura do Instagram possui limitações técnicas que impedem a restrição seletiva de um post apenas na conta oficial, impactando, por consequência, o perfil coautor devido às normas da legislação eleitoral.
A empresa solicitou uma reunião urgente com o ministro Bellizze para alinhar aspectos técnicos e reafirmou seu compromisso com a transparência do processo democrático. A colaboração com a Justiça Eleitoral segue sendo o foco da companhia, que mantém o plano de trabalho previamente apresentado aos magistrados.
Fonte: Agência Brasil · publicado originalmente em 20/10/2026 às 11:25 (horário de Boa Vista).
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