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    ONU aprova resolução contra embargo a Cuba com adesão reduzida

    Em votação marcada por tensões diplomáticas e embates entre EUA e Cuba, a Assembleia Geral da ONU aprovou o fim do embargo à ilha, mas com o menor apoio em três décadas.

    FONTE: FOLHA DE S.PAULO28 de outubro de 2026
    Diplomatas votando na sede da ONU em Nova York durante resolução sobre o embargo a Cuba em cenário internacional.
    Reprodução/Internet

    ONU aprova resolução contra embargo a Cuba com adesão reduzida

    A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, nesta quarta-feira (28), uma resolução que defende o encerramento do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba. O placar final contabilizou 130 votos favoráveis, 17 contrários e 25 abstenções, refletindo um cenário de maior polarização no cenário internacional.

    Apesar da aprovação, o resultado chama a atenção pela baixa adesão. Trata-se do menor número de votos favoráveis desde 1995, marcando uma mudança significativa na tendência de apoio que a pauta vinha mantendo nas últimas décadas. Em 2025, por exemplo, o texto havia alcançado 165 votos a favor.

    Tensões diplomáticas e o papel de Washington

    O ambiente durante a votação foi marcado por um clima de hostilidade. Segundo relatos da Folha de S.Paulo, houve um confronto verbal direto entre o representante dos EUA na ONU, Mike Waltz, e o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla. A delegação dos Estados Unidos, sob a influência da política externa do governo Trump, tem intensificado as pressões políticas contra a ilha, o que se refletiu na redução do apoio internacional à resolução.

    Como votaram os países da América Latina

    A divisão regional ficou evidente nesta votação. Países com governos alinhados a Washington, como Argentina, Colômbia, Paraguai, Equador e Costa Rica, votaram contra a resolução. O Brasil, mantendo sua posição diplomática, votou a favor do fim do embargo, ao lado de nações como México, Uruguai e Nicarágua. Outros países, como Chile e Peru, optaram pela abstenção.

    Desde que a ONU começou a votar o tema em 1992, o debate tem servido como um termômetro das relações entre os EUA e o governo cubano. A queda na adesão este ano sugere que a estratégia de pressão exercida pela gestão de Donald Trump tem encontrado eco em uma parcela crescente da comunidade internacional, alterando o dinamismo histórico desta votação anual.

    Para mais informações sobre o desdobramento desta decisão, a Secretaria de Relações Exteriores disponibiliza os registros oficiais das votações da Assembleia Geral em seu portal diplomático.

    Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 28/10/2026 às 11:35 (horário de Boa Vista).

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