POLÍTICA

    Operação nacional realiza apreensão de celulares em presídios de todo o país

    Ação coordenada pela Senappen mobilizou mais de 4 mil policiais e resultou na retirada de centenas de aparelhos de circulação em unidades prisionais de todos os estados brasileiros.

    FONTE: G101 de outubro de 20263 min de leitura
    Policiais penais realizam revista em cela para apreensão de celulares em presídios durante a Operação MUTE nacional.
    Reprodução: G1

    Na última semana, uma mobilização coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública resultou na apreensão de celulares em presídios de todo o Brasil. A ação, denominada Operação MUTE, apreendeu 598 aparelhos telefônicos em uma ofensiva que atingiu 107 unidades prisionais em todos os estados e no Distrito Federal, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira (1º).

    O esforço concentrado ocorreu entre os dias 21 e 25 de setembro, mobilizando um contingente de 4,2 mil policiais penais federais e estaduais. Ao todo, foram realizadas revistas minuciosas em 3.604 celas, em unidades que abrigam uma população carcerária superior a 88 mil detentos. A iniciativa visa desarticular as redes de comunicação ilícitas que permitem a manutenção de atividades criminosas fora do sistema penitenciário.

    Detalhes da apreensão de celulares em presídios pela Operação MUTE

    A Operação MUTE é uma estratégia centralizada da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) que utiliza inteligência prisional para identificar pontos vulneráveis. O foco principal é interromper o fluxo de ordens que partem de dentro das cadeias para integrantes de organizações criminosas que estão em liberdade.

    Segundo o Ministério da Justiça, a apreensão de celulares em presídios tem sido intensificada nos últimos meses. Desde maio, ações similares já retiraram 3.045 aparelhos de circulação em diversas operações pelo país. Além dos celulares, as revistas buscam entorpecentes e armas, reforçando a segurança pública no sistema prisional e a disciplina interna das unidades.

    Combate ao crime organizado no Brasil e a fiscalização em Roraima

    Embora a operação tenha caráter nacional, o impacto reflete diretamente na segurança regional. A fiscalização em unidades prisionais de Roraima e de outros estados da Região Norte é considerada estratégica devido à presença de facções que operam rotas transnacionais. A retirada desses aparelhos dificulta a logística do combate ao crime organizado no Brasil, uma vez que o celular é a principal ferramenta de gestão dessas atividades ilícitas.

    A Secretaria Nacional de Políticas Penais Senappen ressalta que o sucesso da operação se deve à integração entre as forças estaduais e federais. Em estados como o Rio de Janeiro e a Bahia, casos recentes de policiais penais suspeitos de facilitar a entrada de aparelhos demonstram o desafio contínuo de garantir a integridade das muralhas. Por isso, a operação também foca na revisão de protocolos de entrada e saída de materiais.

    O impacto da comunicação de presos com facções

    Estudos de inteligência indicam que o isolamento telemático é uma das formas mais eficazes de reduzir índices de criminalidade violenta nas ruas. Ao impedir a comunicação de presos com facções, o Estado retoma o controle absoluto do ambiente carcerário e reduz a capacidade de articulação de ataques, roubos e tráfico de drogas coordenados de dentro das celas.

    Para obter mais informações sobre o cronograma de fiscalizações e os balanços nacionais de segurança, o cidadão pode acessar o portal oficial do Ministério da Justiça e Segurança Pública (gov.br/mj), onde são publicados os relatórios de gestão da Senappen e as estatísticas atualizadas do sistema penitenciário brasileiro.

    Fonte: G1 · publicado originalmente em 01/10/2026 às 08:24 (horário de Boa Vista).

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