Polícia Civil deflagra segunda fase da Operação Mantus em Boa Vista
A Polícia Civil de Roraima cumpriu novos mandados de busca e apreensão contra influenciadores digitais suspeitos de promover plataformas de apostas ilegais. A ação é um desdobramento da Operação Mantus, que investiga crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia Especial de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), deflagrou nesta quarta-feira (21) a segunda fase da Operação Mantus. A ação teve como objetivo cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar nos bairros Caimbé e Treze de Setembro, em Boa Vista, contra influenciadores digitais investigados por promover plataformas de jogos de azar ilegais.
Investigação sobre influenciadores e jogos de azar
De acordo com o delegado Eduardo Patrício, responsável pela DERCC, os alvos desta etapa — identificados pelas iniciais M.R.S.M., de 32 anos, e A.S.C., de 31 anos — são suspeitos de realizar a divulgação remunerada de plataformas de apostas e, ainda, de recrutar outros influenciadores para ampliar a rede de promoção desses sites em Roraima.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam aparelhos celulares e diversos equipamentos eletrônicos. O material passará por perícia técnica para identificar a extensão da atuação dos investigados e possíveis conexões com outros envolvidos no esquema.
Suspensão de contas em redes sociais
Além das buscas, a Justiça determinou a suspensão imediata da conta no Instagram de um dos alvos, A.S.C. A medida cautelar visa impedir a continuidade da publicidade das plataformas de apostas ilegais, que são alvo de apuração por possíveis crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro.
A operação contou com o suporte operacional do Grupo de Resposta Tática (GRT) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
Contexto da Operação Mantus
A primeira fase da Operação Mantus foi deflagrada em 27 de abril de 2026, após 18 meses de investigação iniciada em setembro de 2024. Naquela ocasião, a Polícia Civil cumpriu oito mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Roraima e no estado de Goiás.
Dados da investigação apontam que o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 260 milhões em um período de dois anos. Na primeira fase, a Justiça determinou o bloqueio de valores que poderiam chegar a R$ 68 milhões, além do sequestro de bens móveis e imóveis vinculados aos investigados, devido à incompatibilidade entre o crescimento patrimonial e a renda declarada.
As diligências seguem em andamento para aprofundar a análise das provas coletadas e identificar outros participantes no esquema de divulgação de jogos ilegais no estado.
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