Polícia Civil identifica vítima de corpos carbonizados em Mucajaí
A Polícia Civil de Roraima identificou Jonadabe de Souza Caldeira, de 25 anos, como uma das vítimas encontradas carbonizadas na região do Apiaú, em Mucajaí. O trabalho pericial continua para identificar outros possíveis restos mortais encontrados no local.
Identificação por necropapiloscopia
A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio do Instituto de Identificação Criminal Odílio Cruz (IIOC), confirmou nesta quarta-feira (7) a identidade de Jonadabe de Souza Caldeira, de 25 anos. Ele é uma das vítimas encontradas carbonizadas na região do Apiaú, zona rural de Mucajaí, no dia 30 de setembro.
A identificação foi possível através da técnica de necropapiloscopia, mesmo diante do avançado estado de destruição dos restos mortais causado pela ação do fogo. O trabalho foi coordenado pela perita oficial criminal Andréa Sant'Ana, chefe do IIOC, e executado pela oficial investigadora Alessandra Barbosa.
Como foi feita a identificação da vítima?
Segundo a perícia, o processo exigiu técnicas específicas de reidratação para recuperar estruturas papilares que ainda apresentavam condições de análise. Após a obtenção das impressões digitais, foi realizado o confronto com os registros existentes nos bancos de dados oficiais, confirmando a identidade de Jonadabe, que estava desaparecido desde o dia 28 de setembro.
O jovem havia saído da região do Sítio Tatajuba, no município de Cantá, por volta das 2h daquele dia. O veículo que ele utilizava foi localizado posteriormente, também carbonizado, na Vicinal 18, a cerca de quatro quilômetros do local onde os corpos foram encontrados. Dentro do carro, a família reconheceu um aparelho celular pertencente ao desaparecido.
Investigação sobre outros restos mortais
Além da confirmação da identidade de Jonadabe, a Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que os vestígios encontrados na área correspondam a mais duas pessoas. No entanto, o elevado grau de destruição dos materiais torna o processo mais complexo.
A diretora-geral de Perícias do Departamento Geral de Perícia (DGP), Marcela Campelo, explicou que novas etapas de análise estão em andamento. "Será realizada uma nova etapa de análise pela Odontologia Legal, por meio da avaliação das estruturas dentárias que eventualmente tenham sido preservadas. Também foi realizada a coleta de material para exame de DNA, relacionado a uma suspeita de identificação", detalhou.
A atuação das equipes é integrada, envolvendo peritos das áreas de Necropapiloscopia, Odontologia Legal e Medicina Legal. O objetivo é reunir elementos técnicos que permitam esclarecer a causa das mortes e as circunstâncias do crime, fornecendo subsídios para a investigação conduzida pela Polícia Civil.
A identificação da vítima é considerada um avanço fundamental para o andamento do inquérito policial, permitindo que as autoridades sigam com a apuração dos fatos enquanto os exames dos demais restos mortais permanecem em processamento pelos laboratórios da perícia oficial.
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