Polícia Civil prende homem condenado a 22 anos por estupro de vulnerável no Cantá
A Polícia Civil de Roraima prendeu, nesta sexta-feira (9), um homem de 37 anos condenado a 22 anos de reclusão por estupro de vulnerável contra a própria sobrinha no município do Cantá.
Prisão de condenado por estupro de vulnerável no Cantá
A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), efetuou nesta sexta-feira, 9 de outubro, a prisão de um homem de 37 anos condenado por estupro de vulnerável. O crime, que chocou a comunidade do município do Cantá, foi cometido contra a própria sobrinha da vítima, que tinha 10 anos à época dos fatos, iniciados em 2019.
A ação foi coordenada pelo delegado titular da Polinter, Vinicius Souza, após diligências para localizar o paradeiro do sentenciado. O mandado de prisão definitiva foi expedido pela Vara de Crimes contra Vulneráveis do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR).
Como o crime foi descoberto
De acordo com as investigações, o homem utilizava a posição de tio e a ausência de outros familiares para cometer os abusos. O caso veio à tona após o Conselho Tutelar do Cantá identificar sinais de automutilação na criança e receber uma denúncia anônima sobre a violência. O Ministério Público de Roraima (MPRR) formalizou a denúncia em agosto de 2022, destacando a continuidade delitiva, que configura a prática reiterada de crimes da mesma espécie.
O processo judicial detalha que os abusos ocorriam inclusive durante deslocamentos rotineiros, como idas ao supermercado. Em um dos episódios relatados nos autos, a vítima chegou a perder a consciência após ser enforcada pelo agressor. Além dos abusos físicos, a criança sofria ameaças de morte contra si e seus familiares.
Procedimentos legais e encaminhamento
Após ser localizado na sede do município do Cantá, o homem foi conduzido à unidade policial para os trâmites legais. Ele passou por audiência de custódia e, na sequência, foi transferido ao sistema prisional de Roraima, onde deverá cumprir a pena de 22 anos e três meses de reclusão em regime fechado.
A Polícia Civil reforça que denúncias sobre crimes contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma sigilosa em qualquer delegacia ou por meio dos canais oficiais de comunicação, garantindo a proteção da identidade do denunciante.
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