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    Polícia Civil prende homem investigado por estupro de enteada em São João da Baliza

    Um eletricista de 40 anos foi preso pela Polícia Civil em São João da Baliza, acusado de abusar sexualmente da enteada. O caso envolve denúncias de gravidez, aborto e perseguição contra a adolescente.

    REDAÇÃO08 de outubro de 20263 min de leitura
    Polícia Civil prende homem investigado por estupro de enteada em São João da Baliza

    A Polícia Civil de Roraima (PCRR) prendeu, na última quarta-feira (7), um eletricista de 40 anos, identificado pelas iniciais J.S., sob a acusação de estupro de vulnerável contra a própria enteada, uma adolescente de 17 anos. A prisão ocorreu no município de São João da Baliza, no Sul do estado.

    Entenda o caso investigado pela Polícia Civil

    Conforme as apurações conduzidas pela Delegacia de São João da Baliza, os abusos teriam ocorrido de forma reiterada dentro da residência da família. O delegado Ricardo André Mendes, responsável pelo caso, informou que a adolescente passou a morar com a mãe e o padrasto em maio de 2026, e os episódios de violência sexual teriam iniciado cerca de um mês após a mudança.

    A investigação aponta que o suspeito aproveitava momentos em que a jovem dormia, durante o período da manhã, para entrar no quarto da vítima. O delegado relata que os abusos ocorreram em pelo menos cinco ou seis ocasiões, mediante o uso de força física e ameaças para que a adolescente não revelasse o ocorrido à mãe.

    Gravidez e intervenção do Conselho Tutelar

    A situação de vulnerabilidade da vítima foi agravada por uma gravidez decorrente dos abusos. Após a confirmação da gestação, a adolescente sofreu um aborto espontâneo e precisou ser internada por três dias para cuidados médicos. O caso chegou ao conhecimento da mãe através do filho mais velho da vítima. Confrontado, o suspeito alegou que a relação era consensual, versão prontamente negada pela adolescente.

    Após a intervenção do Conselho Tutelar de São João da Baliza, a jovem foi retirada do ambiente familiar e passou a residir com a avó. Mesmo após o afastamento, a Polícia Civil apurou que o investigado continuou a perseguir a adolescente no trajeto para a escola e nas proximidades de sua nova residência, causando medo e insegurança.

    Prisão preventiva e mandado por pensão alimentícia

    Diante dos elementos colhidos, incluindo depoimentos da vítima, testemunhas e documentos do Conselho Tutelar, a Justiça de Roraima decretou a prisão preventiva de J.S. O delegado Ricardo André Mendes destacou que a medida foi necessária para garantir a ordem pública e a proteção da integridade física da adolescente.

    Além do mandado de prisão criminal, o homem possuía um mandado de prisão civil em aberto por falta de pagamento de pensão alimentícia. O débito, referente ao período de julho de 2024 a abril de 2025, totaliza R$ 2.858,46. Após ser detido, o suspeito foi encaminhado à delegacia, passou por audiência de custódia e permanece à disposição da Justiça.

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