NACIONAL

    Polícia do Amazonas prende suspeitos de atear fogo em áreas florestais

    Ação policial em Autazes ocorreu em meio à chegada de comitiva ministerial para conter o avanço das queimadas que atingem o estado amazonense.

    FONTE: FOLHA DE S.PAULO19 de outubro de 2026
    Equipes de combate a incêndios trabalham em área florestal do Amazonas após prisões de suspeitos de causar queimadas.
    Reprodução: Folha de S.Paulo

    Polícia do Amazonas prende suspeitos de causar queimadas

    A Polícia Militar do Amazonas efetuou a prisão de 11 pessoas suspeitas de envolvimento direto com as queimadas que assolam o estado. A operação, realizada no último sábado (17) no município de Autazes, a cerca de 267 km de Manaus, foi confirmada pelo governador Roberto Cidade. O governo estadual intensificou as ações de patrulhamento para identificar os responsáveis por provocar focos de incêndio em áreas vegetais.

    Reforço do governo federal no combate ao fogo

    Diante do agravamento da situação, uma comitiva de quatro ministros desembarcou em Manaus neste domingo (18) para avaliar os danos ambientais e alinhar estratégias de contenção. O governo federal anunciou a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas na capital amazonense para coordenar as operações a partir desta terça-feira (20).

    A comitiva ministerial, composta pelos titulares do Meio Ambiente, Justiça, Defesa e Integração Regional, confirmou o repasse de R$ 14 milhões para o estado. O objetivo é viabilizar um plano estratégico que inclui o aumento do efetivo de brigadistas, que passará de 200 para 400 profissionais, além da ampliação da frota aérea de combate a incêndios. Atualmente, 11 aeronaves, incluindo aviões Air Tractor e KC-390, já atuam na linha de frente.

    Estratégias para conter o avanço das chamas

    O Ibama registrou mais de 300 incêndios extintos desde o início de junho, mas o desafio logístico permanece alto. Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o combate eficaz exige uma operação integrada que une o lançamento de água por aeronaves ao trabalho terrestre de brigadistas especializados. A estrutura será reforçada para garantir que os novos focos sejam detectados e combatidos com maior agilidade, minimizando os impactos à biodiversidade e à qualidade do ar na região amazônica.

    A colaboração entre as esferas estadual e federal é vista como um passo essencial para frear a onda de queimadas criminosas que afeta a região norte do país, mantendo as autoridades em alerta máximo para novos registros durante o período de estiagem.

    Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 18/10/2026 às 14:40 (horário de Boa Vista).

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