REGIONAL

    Projeto Moro-Morí: Comunidade Truaru colhe 2 toneladas de tambaqui em Boa Vista

    A despesca na comunidade Truaru da Cabeceira resultou na retirada de peixes com média de 2,7 kg após 11 meses de criação. A iniciativa da Prefeitura de Boa Vista já soma 16 toneladas produzidas em áreas indígenas.

    REDAÇÃO30 de setembro de 20262 min de leitura
    Indígenas realizam despesca de tambaqui em tanque na comunidade Truaru, piscicultura em comunidades indígenas de Boa Vista.
    Reprodução: Prefeitura de Boa Vista (SEMUC)

    Produção de tambaqui na comunidade Truaru

    A Comunidade Indígena Truaru da Cabeceira, em Boa Vista, realizou nesta quarta-feira (30) a despesca de mais de duas toneladas de tambaqui. O evento marca a conclusão de um ciclo de criação de 11 meses dentro do projeto Moro-Morí, coordenado pela Prefeitura de Boa Vista. Os peixes retirados do tanque apresentam um peso médio de 2,7 quilos, sendo destinados tanto ao consumo próprio das famílias quanto à comercialização local.

    O trabalho envolveu as famílias da região desde a fase inicial, quando 740 alevinos foram inseridos no tanque. Durante o processo, os moradores receberam assistência técnica para o manejo, que inclui a preparação da água, biometria mensal e acompanhamento nutricional dos animais. Para o 2º Tuxaua da comunidade, Kennedy Ângelo Amandes, de 39 anos, a iniciativa fortalece o sustento coletivo. "Os membros da comunidade trabalham juntos nesse projeto, que nos ajuda bastante, garantindo o sustento das nossas famílias e também de outras comunidades", afirmou.

    Prefeito Marcelo Zeitoune acompanha colheita de peixes do projeto Moro-Morí, piscicultura em comunidades indígenas de Boa Vista.
    Reprodução: Prefeitura de Boa Vista (SEMUC)

    Como funciona o projeto Moro-Morí em Boa Vista

    Implantado em 2023, o projeto de piscicultura Moro-Morí atende atualmente 16 das 17 comunidades indígenas do município. O foco da gestão municipal é utilizar a piscicultura como ferramenta de segurança alimentar e geração de renda extra. Segundo a Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI), a prefeitura fornece desde a escavação dos tanques até os insumos necessários para a atividade.

    O prefeito Marcelo Zeitoune acompanhou a retirada dos peixes na Truaru da Cabeceira e destacou que a iniciativa busca manter o apoio aos produtores mesmo diante de desafios climáticos e períodos de estiagem. A produção é estruturada para que o resultado retorne diretamente para as famílias: uma parte supre as necessidades nutricionais da aldeia e o excedente é vendido para reinvestimento no próprio ciclo produtivo.

    Exemplares de tambaqui com média de 2,7 quilos retirados de tanque, piscicultura em comunidades indígenas de Boa Vista.
    Reprodução: Prefeitura de Boa Vista (SEMUC)

    Impacto na segurança alimentar e geração de renda

    Com a conclusão desta etapa na Truaru, o projeto Moro-Morí atinge a marca de aproximadamente 16 toneladas de peixes produzidas em comunidades indígenas de Boa Vista. Localidades como Ilha, Serra da Moça, Darôra, Campo Alegre, Vista Alegre e Lago Grande já finalizaram seus ciclos de despesca anteriormente.

    O secretário municipal de agricultura e assuntos indígenas, Cezar Rivas, explicou que o acompanhamento técnico é rigoroso para garantir a qualidade do produto final. "Esse é um trabalho desenvolvido para melhorar a qualidade nutricional da alimentação das famílias. A prefeitura presta assistência com escavação e fornecimento de materiais, garantindo que o peixe chegue à mesa e ao mercado com o peso adequado", pontuou. O projeto agora segue para novos ciclos de povoamento de tanques nas demais comunidades integradas ao programa.

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    Perguntas Frequentes

    O que é o projeto Moro-Morí?

    É uma iniciativa de piscicultura da Prefeitura de Boa Vista voltada para comunidades indígenas, focada em segurança alimentar e geração de renda.

    Quais comunidades participam do projeto?

    Atualmente, 16 das 17 comunidades indígenas de Boa Vista são atendidas pelo programa.

    Qual o destino dos peixes produzidos?

    Parte da produção é destinada ao consumo das famílias indígenas e o restante é comercializado para gerar renda e reinvestimento.

    Quanto tempo dura o ciclo de criação do tambaqui?

    Na comunidade Truaru, o ciclo durou cerca de 11 meses, desde a inserção dos alevinos até a despesca.

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