Projeto Moro-Morí: Comunidade Truaru colhe 2 toneladas de tambaqui em Boa Vista
A despesca na comunidade Truaru da Cabeceira resultou na retirada de peixes com média de 2,7 kg após 11 meses de criação. A iniciativa da Prefeitura de Boa Vista já soma 16 toneladas produzidas em áreas indígenas.
Produção de tambaqui na comunidade Truaru
A Comunidade Indígena Truaru da Cabeceira, em Boa Vista, realizou nesta quarta-feira (30) a despesca de mais de duas toneladas de tambaqui. O evento marca a conclusão de um ciclo de criação de 11 meses dentro do projeto Moro-Morí, coordenado pela Prefeitura de Boa Vista. Os peixes retirados do tanque apresentam um peso médio de 2,7 quilos, sendo destinados tanto ao consumo próprio das famílias quanto à comercialização local.
O trabalho envolveu as famílias da região desde a fase inicial, quando 740 alevinos foram inseridos no tanque. Durante o processo, os moradores receberam assistência técnica para o manejo, que inclui a preparação da água, biometria mensal e acompanhamento nutricional dos animais. Para o 2º Tuxaua da comunidade, Kennedy Ângelo Amandes, de 39 anos, a iniciativa fortalece o sustento coletivo. "Os membros da comunidade trabalham juntos nesse projeto, que nos ajuda bastante, garantindo o sustento das nossas famílias e também de outras comunidades", afirmou.
Como funciona o projeto Moro-Morí em Boa Vista
Implantado em 2023, o projeto de piscicultura Moro-Morí atende atualmente 16 das 17 comunidades indígenas do município. O foco da gestão municipal é utilizar a piscicultura como ferramenta de segurança alimentar e geração de renda extra. Segundo a Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI), a prefeitura fornece desde a escavação dos tanques até os insumos necessários para a atividade.
O prefeito Marcelo Zeitoune acompanhou a retirada dos peixes na Truaru da Cabeceira e destacou que a iniciativa busca manter o apoio aos produtores mesmo diante de desafios climáticos e períodos de estiagem. A produção é estruturada para que o resultado retorne diretamente para as famílias: uma parte supre as necessidades nutricionais da aldeia e o excedente é vendido para reinvestimento no próprio ciclo produtivo.
Impacto na segurança alimentar e geração de renda
Com a conclusão desta etapa na Truaru, o projeto Moro-Morí atinge a marca de aproximadamente 16 toneladas de peixes produzidas em comunidades indígenas de Boa Vista. Localidades como Ilha, Serra da Moça, Darôra, Campo Alegre, Vista Alegre e Lago Grande já finalizaram seus ciclos de despesca anteriormente.
O secretário municipal de agricultura e assuntos indígenas, Cezar Rivas, explicou que o acompanhamento técnico é rigoroso para garantir a qualidade do produto final. "Esse é um trabalho desenvolvido para melhorar a qualidade nutricional da alimentação das famílias. A prefeitura presta assistência com escavação e fornecimento de materiais, garantindo que o peixe chegue à mesa e ao mercado com o peso adequado", pontuou. O projeto agora segue para novos ciclos de povoamento de tanques nas demais comunidades integradas ao programa.
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Perguntas Frequentes
O que é o projeto Moro-Morí?
É uma iniciativa de piscicultura da Prefeitura de Boa Vista voltada para comunidades indígenas, focada em segurança alimentar e geração de renda.
Quais comunidades participam do projeto?
Atualmente, 16 das 17 comunidades indígenas de Boa Vista são atendidas pelo programa.
Qual o destino dos peixes produzidos?
Parte da produção é destinada ao consumo das famílias indígenas e o restante é comercializado para gerar renda e reinvestimento.
Quanto tempo dura o ciclo de criação do tambaqui?
Na comunidade Truaru, o ciclo durou cerca de 11 meses, desde a inserção dos alevinos até a despesca.
