Ricardo Nunes critica campanha petista após embate na Avenida Paulista
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, rebateu críticas feitas durante ato de Lula e classificou a postura dos adversários como 'baixo nível'.
Conflitos marcam ato político na Avenida Paulista
Neste sábado (3), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), rebateu duramente as críticas recebidas durante uma caminhada realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região da Avenida Paulista. O gestor municipal classificou a estratégia de comunicação da campanha petista como de "baixo nível", lamentando o tom adotado pelos adversários políticos no processo eleitoral.
"Eu só pedi para ter bom senso, não proibi nada. Pessoal difícil. O baixo nível deles é assustador e não é o que o país merece", afirmou o prefeito em entrevista ao Painel, da Folha de S.Paulo. O embate ocorreu em um contexto de disputa pela ocupação dos espaços públicos na capital paulista.
Entenda a polêmica sobre a ocupação da via
A tensão escalou quando, durante a caminhada, a candidata ao Senado, Simone Tebet (PSB), afirmou que teriam tentado "impedir o povo de ocupar a Paulista". Na ocasião, a primeira-dama Janja Lula da Silva também se manifestou, sugerindo que o prefeito deveria "plantar batata".
Ricardo Nunes, por sua vez, defendeu-se reiterando que suas ações foram pautadas estritamente pelo cumprimento de determinações da Justiça Eleitoral. Segundo o prefeito, o veto inicial a atos na via visava garantir a ordem pública e o trânsito na região. "A decisão é da Justiça Eleitoral. Não ter a informação, ou tê-la e difundir mentira, é uma atitude lamentável", pontuou.
Contexto das decisões judiciais e bloqueios
Apesar de uma decisão posterior do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ter autorizado a realização da caminhada, o órgão determinou que pontos estratégicos, como a rua Augusta e a própria Avenida Paulista, permanecessem desimpedidos para o fluxo de veículos. No entanto, relatos indicaram que partes das vias foram bloqueadas desde a manhã de sábado, gerando desencontros sobre a responsabilidade pelas restrições de mobilidade urbana na área.
O episódio evidencia a polarização crescente na capital paulista e a disputa narrativa entre a gestão atual e as lideranças alinhadas ao governo federal. A situação permanece sob monitoramento das autoridades eleiciais para garantir o cumprimento das normas de propaganda e circulação durante o período de campanha.
Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 03/10/2026 às 12:13 (horário de Boa Vista).
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