Segurança pública e o avanço das facções na política brasileira
A expansão de grupos armados e o controle territorial pelo tráfico de drogas tornaram-se eixos centrais na disputa eleitoral brasileira, ecoando tendências regionais da América Latina.
O impacto da criminalidade organizada na política nacional
A insegurança causada pela expansão do crime organizado tem se consolidado como o motor principal da mudança de rumo na política brasileira. Assim como em outros países da América Latina, o eleitorado tem voltado suas atenções para pautas de segurança pública, impulsionando a ascensão de correntes de direita radical que prometem um enfrentamento enérgico à criminalidade.
No Rio de Janeiro, o cenário é de controle territorial ostensivo. Relatos de moradores, como os do complexo da Penha, descrevem um cotidiano onde barricadas e jovens armados com fuzis ditam as normas de circulação nas comunidades. Segundo dados divulgados pela Folha de S.Paulo, baseados em pesquisas do Instituto Fogo Cruzado e da Universidade Federal Fluminense, cerca de 31% do território carioca está sob influência direta de grupos armados.
Como a insegurança urbana influencia o voto do brasileiro
Diferente do que ocorre nos Estados Unidos ou na Europa, onde a agenda de direita costuma ser movida pela imigração, no Brasil, o medo da violência urbana é o fator determinante. A fragilidade das instituições estatais em áreas periféricas cria um vácuo de poder que é rapidamente preenchido por facções, como o Comando Vermelho, que se expandiram significativamente desde a década de 1980, paralelamente ao fortalecimento do Brasil nas rotas internacionais do tráfico de cocaína.
A infiltração desses grupos no tecido social e, por vezes, na política local, gera um desafio complexo para os candidatos presidenciais. A promessa de retomar o controle desses espaços tornou-se a tônica dos discursos, mas especialistas alertam que a complexidade do problema exige políticas públicas integradas que vão além da resposta estritamente policial.
O futuro da segurança pública e a disputa pelo Brasil
A percepção de abandono estatal nas periferias alimenta o sentimento de urgência por mudanças radicais na condução da segurança pública. O eleitor, refém do domínio das facções, busca alternativas que ofereçam não apenas o combate ao crime, mas a presença efetiva do Estado em áreas onde o tráfico hoje atua como autoridade paralela.
Para aprofundar o debate sobre o tema, especialistas recomendam que a população acompanhe as propostas de segurança detalhadas nos planos de governo apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que oferecem diretrizes claras sobre o planejamento estratégico de cada chapa para o enfrentamento ao crime organizado nos próximos anos.
Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 16/10/2026 às 07:49 (horário de Boa Vista).
Receba as notícias de Roraima no WhatsApp
Entre no grupo do RORAIMA ON: as principais notícias do dia direto no seu celular. Você sai quando quiser.
Ou mande QUERO para (95) 9 9116-9844 e receba o link por lá.
