Tereza Cristina revisa posição e pode votar a favor do fim da escala 6x1
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) articula uma mudança de postura em relação à PEC que extingue a jornada de trabalho 6x1, sinalizando um possível voto favorável no Senado.
Mudança de rumo na votação da escala 6x1
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizou que pode alterar seu posicionamento em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho 6x1. Em setembro, durante votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a parlamentar havia votado contra a medida, alegando na ocasião que o texto carecia de aprimoramentos técnicos e criticando a celeridade do processo legislativo.
Agora, com a matéria pautada para o plenário do Senado, a senadora avalia votar a favor da proposta. Segundo informações apuradas pela Folha de S.Paulo, Tereza Cristina deve se reunir com a bancada do seu partido, o PP, para alinhar a estratégia. Existe a possibilidade de a parlamentar apoiar o texto principal e, simultaneamente, apresentar emendas para ajustar pontos específicos da legislação trabalhista.
Pressão política e o cenário no Senado
O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou tração nas redes sociais e alterou a dinâmica das discussões no Congresso Nacional. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que também é candidato à Presidência, declarou apoio à PEC, o que, segundo analistas políticos, consolidou o avanço da proposta no Legislativo. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha de perto a tramitação, visando utilizar a eventual aprovação como pauta política nas vésperas do segundo turno das eleições.
Enquanto o cenário caminha para uma possível aprovação, parte da oposição busca estratégias para alterar o teor da proposta. O objetivo de alguns senadores é modificar trechos do texto de forma que a matéria precise retornar à Câmara dos Deputados, o que inviabilizaria a sanção ou aprovação final antes do desfecho do pleito eleitoral.
Posicionamento de outros parlamentares
Nem todos os parlamentares que votaram contra a medida na comissão seguiram a tendência de revisão de voto de Tereza Cristina. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que também se posicionou de forma contrária ao texto na CCJ, afirmou que deve manter sua postura original e votar contra a proposta quando o tema for levado ao plenário. A expectativa é que a votação no Senado seja um dos pontos centrais da agenda política nos próximos dias, refletindo o impacto das demandas trabalhistas no atual momento do país.
Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 13/10/2026 às 16:56 (horário de Boa Vista).
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