Tribunais definem urnas que passarão por auditoria no 2º turno
Tribunais regionais eleitorais definiram neste sábado (24) as urnas que serão auditadas no segundo turno das eleições, garantindo a integridade do processo.
Tribunais definem urnas que passarão por auditoria no 2º turno
Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o país concluíram, neste sábado (24), a definição das urnas eletrônicas que serão submetidas a auditorias durante o segundo turno das eleições. O processo, que envolve sorteios e escolhas diretas de representantes de partidos políticos e entidades fiscalizadoras, visa assegurar a total transparência do pleito.
Como funciona o processo de auditoria eleitoral
A auditoria é dividida em dois procedimentos principais: o teste de integridade e o teste de autenticidade. Nos maiores colégios eleitorais do Brasil, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, serão auditadas 43 urnas. Em estados como o Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará, o número chega a 35 equipamentos. Já em Roraima, estado com o menor colégio eleitoral do país, o procedimento abrangerá 20 urnas no teste de integridade e três no de autenticidade.
Para o teste de integridade, as urnas sorteadas são substituídas por equipamentos reservas. As originais permanecem lacradas em salas seguras até o dia da votação. Durante o processo, servidores da Justiça Eleitoral e do Ministério Público simulam a votação, digitando os votos em papel depositados em urnas de lona. Ao final, às 17h deste domingo (25), os dados do papel são comparados com os registrados pelo sistema eletrônico.
Fiscalização e segurança do sistema
Diversas entidades acompanham o rito, incluindo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Sociedade Brasileira de Computação. Além disso, o teste de autenticidade é realizado nas próprias seções eleitorais, antes do início da votação, para verificar se os sistemas instalados nas urnas são os mesmos assinados e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reforçou o compromisso com a democracia. "Em um Estado Democrático de Direito, é dever sagrado desta Corte assegurar que cada sufrágio depositado na urna eletrônica seja registrado e apurado com exatidão", declarou. Segundo o tribunal, a cerimônia de verificação realizada no sábado confirmou a integridade dos sistemas, sem qualquer alteração nos programas.
Garantia de lisura na votação
Antes do início do pleito neste domingo (25), cada seção eleitoral emitirá a chamada "zerésima". Este relatório impresso comprova que, naquele momento, nenhum voto foi registrado na urna, validando que o equipamento está apto e limpo para receber os votos dos eleitores. Com esses mecanismos, a Justiça Eleitoral busca oferecer a máxima segurança aos brasileiros sobre a integridade do voto eletrônico.
Fonte: Agência Brasil · publicado originalmente em 24/10/2026 às 15:13 (horário de Boa Vista).
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