MUNDO

    Trump aprova novo pacote de sanções contra a Rússia e mexe no mercado global de energia

    A nova legislação assinada pelo presidente Donald Trump visa asfixiar financeiramente Moscou, autorizando tarifas sobre grandes compradores de petróleo e gás russos.

    FONTE: FOLHA DE S.PAULO19 de setembro de 2026
    Donald Trump assina documento oficial na Casa Branca reforçando as sanções dos EUA contra a Rússia e setor de energia.
    Reprodução: Folha de S.Paulo

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na última sexta-feira (18 de setembro de 2026) um novo e rigoroso pacote de sanções econômicas contra a Rússia. A medida, que recebeu o aval do Congresso americano no início da semana, intensifica a pressão sobre o governo de Vladimir Putin em resposta aos desdobramentos da guerra na Ucrânia. As sanções dos EUA contra a Rússia atingem diretamente os pilares da economia russa: os setores de defesa e energia.

    Como as sanções de Trump contra a Rússia afetam o preço do petróleo

    O texto legislativo foca no isolamento financeiro de Moscou. Entre as medidas mais severas está a autorização para que o governo Trump imponha tarifas de importação de até 100% sobre mercadorias de países que figurem entre os maiores compradores de petróleo bruto ou gás natural da Rússia. A medida deve ser implementada em um prazo de 30 dias após a promulgação.

    Essa estratégia tem o potencial de gerar atritos diplomáticos significativos com potências como China e Índia, que mantêm a compra de hidrocarbonetos russos. Para o consumidor brasileiro e o mercado de Roraima, o movimento é monitorado com atenção, uma vez que restrições severas ao petróleo russo costumam gerar volatilidade nos preços internacionais do barril, impactando diretamente o custo dos combustíveis e da logística de transporte na região Norte.

    Impacto na frota fantasma e punições a autoridades russas

    Além das barreiras comerciais, a nova lei mira a chamada "frota fantasma" de navios-tanque. Essas embarcações são utilizadas por Moscou para contornar o teto de preço imposto pelo G7 e outras sanções ocidentais anteriores. Com a nova assinatura, os EUA ganham mais ferramentas para interceptar e punir operadores que facilitem o escoamento da produção russa.

    O pacote também personaliza as sanções, incluindo o próprio presidente Vladimir Putin e diversas autoridades de alto escalão do Kremlin. A Câmara dos Representantes, de maioria republicana, aprovou o projeto com 262 votos a favor e 159 contra. O texto também amplia restrições a atores estrangeiros que prestem apoio logístico ou tecnológico às Forças Armadas da Rússia e inclui novas sanções relacionadas ao Irã.

    Divisão política e o comércio exterior

    Apesar do apoio à Ucrânia, a concessão de amplos poderes tarifários a Donald Trump gerou divergências entre os democratas no Congresso. O grupo resiste em dar ao Executivo autoridade discricionária sobre o comércio exterior, temendo retaliações comerciais globais. Por outro lado, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, manifestou agradecimento público aos legisladores americanos pela aprovação do texto.

    O cenário internacional permanece em alerta para as respostas de Moscou e de seus parceiros comerciais. A implementação dessas tarifas pode reconfigurar as rotas de exportação de energia no mundo, forçando países dependentes do gás russo a buscarem alternativas aceleradas para evitar as sanções americanas.

    Para acompanhar os desdobramentos sobre como essas decisões afetam o agronegócio e a economia em Roraima, os cidadãos podem consultar os relatórios diários de mercado da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e as atualizações do Ministério das Relações Exteriores sobre o comércio bilateral.

    Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 18/09/2026 às 19:25 (horário de Boa Vista).

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