Trump autoriza execução por fuzilamento de ex-major nos EUA
Após mais de uma década de recursos, o presidente Donald Trump autorizou a execução por pelotão de fuzilamento do ex-major Nidal Malik Hasan, autor do massacre de 2009 na base de Fort Hood.
Trump autoriza execução por fuzilamento de ex-major nos EUA
O presidente Donald Trump aprovou, nesta segunda-feira (5), a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Malik Hasan, um ex-major do Exército americano condenado pelo massacre ocorrido na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. O ataque resultou em 13 mortes e deixou 32 pessoas feridas.
O histórico do crime e a condenação militar
Hasan, que atuava como psiquiatra no Exército, foi levado a julgamento em 2013, sendo condenado por 13 homicídios premeditados e 32 tentativas. Durante o processo, ele representou a própria defesa e assumiu a autoria do atentado, motivado, segundo as investigações, pelo desejo de proteger militantes islâmicos em meio às guerras conduzidas pelos Estados Unidos no Afeganistão.
O criminoso, que ficou paraplégico após ser baleado durante o confronto na base, cumpre pena na penitenciária militar de Fort Leavenworth, no Kansas. O caso é considerado um dos episódios mais graves de violência interna em instalações militares americanas.
Quando será a execução pelo exército americano?
A decisão de seguir com a pena capital partiu de uma recomendação do secretário de Guerra, Pete Hegseth, e foi formalmente ratificada pelo presidente. De acordo com o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, o secretário do Exército será o responsável por determinar o local, a data e o horário do procedimento.
Caso a sentença seja cumprida, esta será a primeira execução realizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos desde 1961. O longo hiato é decorrente da complexidade jurídica do sistema militar americano, que exige a chancela presidencial para sentenças de morte, além de um extenso ciclo de recursos judiciais que durou mais de 17 anos.
Contexto da segurança militar e procedimentos
O ataque de 2009 chocou a nação por ter ocorrido em uma instalação onde soldados realizavam procedimentos de rotina antes de embarcarem para missões internacionais. A autorização presidencial marca um endurecimento nas políticas de justiça militar vigentes na atual gestão, reforçando a aplicação rigorosa das penas capitais previstas no código de conduta das Forças Armadas.
O desenrolar deste caso segue sendo acompanhado por especialistas em direito militar e pela imprensa internacional, como o portal G1, dado o precedente histórico que a execução representa para o sistema judiciário dos Estados Unidos nas próximas décadas.
Fonte: G1 · publicado originalmente em 05/10/2026 às 20:01 (horário de Boa Vista).
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