TSE avalia propaganda eleitoral de Flávio e Lula
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa hoje cinco processos envolvendo acusações de propaganda irregular e negativa entre os presidenciáveis.
TSE analisa representações sobre a propaganda eleitoral no pleito de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou nesta terça-feira (13) o julgamento de cinco representações que impactam diretamente a corrida presidencial das Eleições 2026. Os ministros da Corte analisam denúncias de propaganda eleitoral considerada negativa ou irregular movidas tanto pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva quanto pela de Flávio Bolsonaro.
As ações em pauta no TSE buscam balizar o limite do debate político na internet, com foco em conteúdos que utilizam inteligência artificial e acusações de associação a facções criminosas. A decisão da corte deve definir o tom das próximas semanas da disputa pelo Palácio do Planalto.
Quais são as principais acusações contra Lula e Flávio Bolsonaro?
A Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), que apoia o atual presidente, protocolou três das representações em análise. Uma delas contesta um vídeo do PL que teria utilizado inteligência artificial para associar Lula a facções criminosas. Outra aponta que Flávio Bolsonaro, em suas publicações, teria descontextualizado declarações de Lula para falsamente atribuir ao presidente apoio a crimes como narcotráfico e violência contra a mulher.
Por outro lado, o campo de Flávio Bolsonaro também aciona a Justiça Eleitoral. O candidato protocolou representação contra a primeira-dama Janja da Silva, alegando que ela teria divulgado informações inverídicas na internet, sugerindo que o postulante defende jornadas de trabalho de sete dias e a extinção do Programa Farmácia Popular.
Como o PL questiona a propaganda eleitoral dos adversários?
O Partido Liberal (PL) também moveu uma ação específica contra os deputados federais Lindbergh Farias e Rogério Correia, ambos do PT. A legenda sustenta que publicações feitas pelos parlamentares no Instagram insinuam, sem provas, que Flávio Bolsonaro mantém vínculos com milícias e organizações criminosas.
Os relatores dos processos incluem os ministros Estela Aranha, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. O julgamento reflete o aumento da judicialização das campanhas eleitorais, onde as redes sociais se tornaram o principal campo de batalha. A decisão final do TSE servirá como precedente para casos similares durante o restante do calendário eleitoral, reforçando a importância do combate à desinformação no processo democrático brasileiro.
Fonte: G1 · publicado originalmente em 13/10/2026 às 18:08 (horário de Boa Vista).
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